Chanceler paquistanês condena atentados em Mumbai

Nova Délhi, 28 nov (EFE).- O ministro de Relações Exteriores do Paquistão, Shah Mehmood Qureshi, em visita à Índia, condenou hoje os bárbaros e desumanos ataques terroristas registrados na cidade de Mumbai.

EFE |

"Estou aqui para construir pontes", assegurou Qureshi de Ajmer, na região de Rajastão (oeste).

Seu colega indiano, Pranab Mukherjee, tinha dito esta manhã que os atentados foram obra de "elementos paquistaneses", embora o presidente do Paquistão, Asif Alí Zardari, classificasse de "lamentável" formular acusações sem provas contra seu país.

"Queria e quero transformar a onda de confronto em uma onda de cooperação", disse Qureshi, cuja visita de quatro dias coincidiu com os atentados.

Antes, Qureshi havia dito ao Governo indiano que os dois países necessitam enfrentar juntos os desafios apresentados pelo terrorismo.

"Estamos lutando contra o mesmo inimigo. Não façam política disso. Precisamos unir forças", reivindicou Qureshi.

Os atentados de Mumbai mataram pelo menos 125 pessoas, ferindo outras 387.

Neste momento, as forças de segurança indianas continuam enfrentando terroristas no luxuoso hotel Taj Mahal, enquanto a operação no centro religioso judaico Chavad está "quase encerrada".

Tanto Zardari como Guilani falaram com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, para expressar suas condolências pelo ocorrido e condenar os ataques.

Segundo Zardari, não se deve permitir que agentes não-estatais forcem Governos a modificar suas agendas nem "cair na armadilha" dos terroristas.

Durante sua conversa com Singh, Zardari ofereceu sua cooperação à Índia, segundo um comunicado divulgado em Islamabad por seu gabinete. EFE daa/jp

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