Chanceler nicaragüense lamenta que Colômbia rejeite diálogo com Farc

Manágua, 18 jul (EFE) - O ministro das Relações Exteriores da Nicarágua, Samuel Santos, lamentou hoje a decisão do Governo da Colômbia de não autorizar ou aprovar gestão alguma do presidente nicaragüense, Daniel Ortega, perante as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE |

O chefe da diplomacia nicaragüense afirmou à imprensa que é "lamentável" a posição de Bogotá, ao reagir de forma verbal a uma nota de protesto enviada na véspera, nesse sentido, pelo novo chanceler da Colômbia, Jaime Bermúdez.

Segundo Santos, existe uma "disposição construtiva" do presidente nicaragüense para apoiar o processo de paz no país.

"Em reiteradas ocasiões (Ortega) disse que a paz na Colômbia só pode ser alcançada pela via do diálogo e da negociação", disse Santos.

O Governo de Álvaro Uribe notificou na quinta-feira ao presidente nicaragüense de que "não autoriza ou aprova gestão alguma" de Ortega perante uma "organização terrorista" como as Farc, com a qual o chefe de Estado da Nicarágua se ofereceu para "conversar e dialogar".

O Secretariado do Estado-Maior Central das Farc pediu a Ortega um encontro para "falar da guerra e da paz na Colômbia", o que o chefe de Estado sandinista aceitou há alguns dias.

O chanceler nicaragüense também expressou a "estranheza" com a posição da Colômbia à iniciativa de Ortega e lembrou que no processo de pacificação na América Central, durante os anos 1980, Bogotá foi protagonista dos acordos de paz nesta região, que culminaram em Esquipulas (Guatemala).

Santos considerou, portanto, que essa atitude de Bogotá afeta não só o povo colombiano, mas os países vizinhos até onde chegou o conflito interno do país. EFE lfp/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG