Chanceler mexicana pede cooperação para frear a gripe

Madri, 12 mai (EFE).- A ministra das Relações Exteriores mexicana, Patricia Espinosa, fez hoje uma chamada à cooperação internacional como única via para combater a crise provocada pela gripe suína, que definiu como um desafio global que não pode ser associado a uma região ou a um país exclusivamente.

EFE |

A chanceler mexicana discursou hoje na Tribuna Ibero-Americana, um fórum organizado pela Casa da América de Madri e pela Agência Efe, onde advertiu que hoje há um "cenário sério, mas não a pandemia de mortalidade muito elevada que os especialistas esperam que ocorra cedo ou tarde".

Espinosa, que foi acompanhada durante seu discurso pelo epidemiologista mexicano Adolfo Martínez Palomo, ressaltou a "natureza em transformação do vírus da gripe suína, o que, por suas constantes mutações, o transformam em um patogênico imprevisível e potencialmente perigoso".

Por isso, disse, a "cooperação internacional não é só indispensável, mas a única forma de atender a essa emergência sanitária que ameaça todo o mundo".

A ministra mexicana defendeu a "prontidão" e a "transparência" da atuação de país desde que foram observados os primeiros casos de infecção pelo vírus A (H1N1).

"O México seguiu todas as recomendações" da Organização Mundial da Saúde (OMS) e inclusive se antecipou às medidas previstas nas fases de alerta, reiterou a chanceler.

Sobre as medidas previstas para atenuar os efeitos da crise na economia mexicana, Espinosa disse que o Governo do México anunciou a oferta de US$ 10 bilhões aos bancos de desenvolvimento para "beneficiar pequenas e médias empresas e o setor do turismo".

Neste sentido, disse que estão sendo estudadas "medidas específicas" para estimular o turismo nacional e internacional, e para isso haverá contatos com as operadoras de turismo.

O epidemiologista Adolfo Martínez Palomo ressaltou que a infecção pode ter afetado entre 6 mil e 32 mil pessoas no México, a maioria delas sem sintomas, mas que os indivíduos com uma saúde mais frágil são as que tiveram manifestações mais graves da patologia.

O pesquisador disse que o México dispõe de quantidade suficiente de antivirais para fazer frente à epidemia, cuja origem, esclareceu, ainda não foi determinada.

Para Martínez Palomo, o México sofreu uma "epidemia de influenza (gripe) e outra de desinformação", e insistiu em que as medidas restritivas determinadas por alguns países não têm eficácia no controle da infecção.

O especialista ressaltou que a infecção responde aos tratamentos com antivirais, e as medidas preventivas iniciadas demonstraram sua eficácia.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE mz/an

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