Chanceler israelense ultranacionalista faz primeira visita a Paris

O chanceler israelense ultranacionalista, Avigdor Lieberman, inicia nesta terça-feira sua primeira visita à França, durante a qual deve enfrentar pressões sobre a urgência de avançar com o processo de paz dos palestinos.

AFP |

Lieberman, cuja presença na capital francesa gerou manifestações de repúdio e contra a qual será organizado um protesto na tarde desta terça, vai se encontrar com seu colega francês, Bernard Kouchner, e com o braço direito e conselheiro de Nicolas Sarkozy, Claude Guéant.

As relações entre França e Israel são oficialmente "amistosas", mas existem inúmeros desacordos, que se tornaram mais agudos depois do ataque israelense contra a Faixa de Gaza no início do ano.

Na véspera, Lieberman visitou a capital italiana e comprometeu-se a reforçar os laços entre Israel e a União Europeia (UE), apesar das reservas demonstradas pela maioria dos países europeus ante a política do novo governo israelense.

A posição da Itália, entre os maiores aliados de Israel, foi ilustrada pelo chanceler Franco Frattini ao chefe da diplomacia israelense, Avigdor Lieberman, que iniciou em Roma sua primeira turnê europeia.

"A Europa pode desempenhar papel importante" para solucionar a crise no Oriente Médio, afirmou Frattini durante entrevista conjunta à imprensa celebrada ao final da reunião com o ministro israelense.

A maioria dos países europeus rejeita as discussões para fortalecer as relações entre Israel e a UE devido à posição do novo governo israelense, oposto à criação de um Estado palestino.

A comissária europeia para as Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, advertiu recentemente que as relações entre a UE e Israel "não podiam superar o nível atual" devido à incerteza existente sobre o processo de paz.

A maioria dos países europeus defende a ideia de "dois Estados para dois povos".

Lieberman, do partido de ultradireita israelense Beiteinu, viajará depois de Paris, a Berlim e Praga, etapas de sua primeira viagem à Europa como chanceler do governo Benjamin Netanyahu.

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