Chanceler israelense reconhece ter sido agente dos serviços secretos

A chanceler israelense Tzipi Livni, candidata à sucessão do primeiro-ministro Ehud Olmert, reconheceu publicamente nesta terça-feira ter sido uma agente do Mossad, o serviço de inteligência exterior israelense, durante quatro anos, e ter exercido atividades no exterior.

AFP |

"Trabalhei durante quatro anos no Mossad. Também fiz cursos de formação e estive destacada no exterior", declarou à rádio militar israelense.

Ao ser consultada sobre as funções exercidas na organização, Livni se negou a dar qualquer detalhe.

"Deixei o Mossad quando me casei, já que não podia seguir com esse tipo de vida", disse.

As imprensas israelense e estrangeira já haviam mencionado que no passado a chanceler teria sido membro dos serviços secretos israelenses, entre 1980 e 1984, mas ela nunca tinha confirmado tais informações.

Livni, de 49 anos, que teve uma carreira política meteórica desde sua entrada no Parlamento em 1999, é oficialmente candidata nas eleições primárias do partido Kadima, dirigido por Olmert.

A votação deve ser realizada no dia 23 de setembro. Olmert não revelou se voltará a se candidatar para permanecer como primeiro-ministro.

Livni, considerada em Israel uma mulher moderada e honesta, não recebe apoio unânime em seu partido.

Segundo uma recente pesquisa, permanece acima dos outros candidatos à sucessão de Olmert no Kadima, mas seu avanço diminuiu muito em relação ao ministro dos transportes, Shaul Mofaz, seu principal rival.

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