Chanceler israelense pode ser processado por lavagem de dinheiro

Se indiciado, Avigdor Lieberman poderá renunciar e desestabilizar coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu

iG São Paulo |

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O chanceler israelense, Avigdor Lieberman, em foto de outubro de 2010
O procurador-geral do Estado de Israel anunciou nesta quarta-feira que estuda processar o ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, líder do partido nacionalista Yisrael Beitenu, por lavagem de dinheiro, segundo um comunicado oficial.

De acordo com o texto, "houve uma série de delitos, quando ocupava as funções de deputado e, depois, ministro", abrangendo a lavagem de dinheiro, o suborno a testemunhas e fraudes".

Antes de ser tomada uma decisão definitiva sobre um possível indiciamento, Lieberman terá a possibilidade de dar explicações ao procurador-geral Yehuda Weinstein, responsável pela assessoria jurídica do governo.

A polícia havia recomendado, em agosto de 2009, indiciar Lieberman por corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça como parte de uma investigação sobre o pagamento de US$ 2,5 milhões, através de empresas de fachada, para financiar suas campanhas eleitorais. Lieberman, quem foi objeto de várias investigações desde 1996, negou ter desviado dinheiro e se disse vítima de uma orquestração política.

Se indiciado, o chanceler poderá ser levado a renunciar, o que pode desestabilizar a coalizão do primeiro-ministro israelense, Benajmin Netanyahu, e levar a uma possível antecipação das eleições, além de colocar em xeque esforços de meses para se chegar a um acordo de paz com os palestinos.

Hamas

Também nesta quarta-feira, Lieberman ilustrou um comentário sobre o grupo palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza, durante entrevista ao vivo a uma rádio, com o inesperado som de uma descarga. "Sabemos com quem estamos lidando", disse ele antes de aparentemente acionar a descarga em um banheiro.

Lieberman já se envolveu em diversas polêmicas e frequentemente causa indignação entre a minoria árabe israelense e grupos liberais com declarações contrárias aos árabes e aos palestinos.

*Com AFP, BBC e AP

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