Chanceler israelense não quer pressão internacional para negociar paz com ANP

Bruxelas, 2 dez (EFE).- A ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, pediu hoje à comunidade internacional que não intervenha nas conversas entre o país e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) para avançar no processo de paz.

EFE |

"Dar passos prematuros pode ter conseqüências negativas. Permitam que sejamos discretos, que mudemos a realidade. Sabemos como avançar", advertiu a ministra em discurso diante da comissão de Assuntos Exteriores do Parlamento Europeu.

Livni, candidata a primeira-ministra nas eleições de 2009, garantiu que palestinos moderados e israelenses compartilham uma mesma visão: "Dois Estados vivendo juntos em paz e segurança".

"Não é um slogan, é um projeto que temos de tornar real", afirmou.

Para Livni, as negociações iniciadas com a ANP desde a Conferência de Annapolis, realizada há um ano nesta cidade americana, devem ter como resultado um "acordo global", com "fronteiras concretas" e o fim da "ameaça à segurança de Israel".

Segundo a ministra, o principal obstáculo para a paz atualmente é o controle de Gaza por parte do Hamas. Para ela, a organização possui a mesma "ideologia extremista" dos terroristas islamitas que cometeram atentados em todo o mundo durante os últimos anos.

Livni assegurou que os "palestinos pragmáticos entendem que não podem viver em uma sociedade controlada pelo Hamas", aproveitando para pedir à comunidade internacional que trabalhe para deslegitimar a organização.

Além disso, a ministra disse confiar que os líderes árabes moderados verão que Israel "não é a ameaça na região", e sim países como o Irã.

Durante a sessão, alguns europarlamentares criticaram a atitude do Governo israelense em relação aos assentamentos judaicos nos territórios palestinos. Para eles, este é um problema que pode prejudicar os esforços para solucionar o conflito do Oriente Médio.

Livni afirmou, no entanto, que a política do Executivo não é a de estender os assentamentos, defendendo que "pequenas atividades" nesse sentido agora "não prejudicarão o processo de paz".

Ao falar sobre as relações entre Israel e a União Européia, a ministra se mostrou favorável a uma maior aproximação e lamentou a "brecha" existente - na sua opinião - entre a percepção que muitos europeus têm de seu país e o que ele realmente é.

"Sei que parte da opinião pública européia ainda vê Israel como o Estado que quer controlar os palestinos, e a única forma de acabar com isto é nos abrirmos mutuamente", ressaltou. EFE mvs/dp

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