Chanceler israelense desponta como provável sucessora de Olmert

Daniela Brik. Jerusalém, 17 set (EFE).- A ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, desponta como vencedora do pleito interno realizado hoje pelo partido governante, o Kadima, e sucessora do primeiro-ministro Ehud Olmert, segundo as primeiras pesquisas.

EFE |

As três principais redes de televisão israelenses dão a Livni a vitória nas primárias do Kadima por uma margem superior a dez pontos.

Segundo o "Canal 2", Livni teria 48% dos votos, enquanto o ministro dos Transportes, Shaul Mofaz, receberia 37% de apoio.

O "Canal 1" divulgou que a diplomata israelense tem 47,2% da preferência, enquanto Mofaz, 37,1%.

Já o "Canal 10" eleva para 49% os votos para Livni e dá 37% a Mofaz.

Caso estas projeções se confirmem, não seria necessário um segundo turno e a liderança de Livni no partido estaria assegurada.

À espera da divulgação do resultado final, o que deve ocorrer por volta das 1h30 (7h30 de Brasília), os assessores de campanha de Livni já dão como certa a vitória.

Se os dados se mantiverem, Livni substituirá o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert à frente do Kadima e terá a oportunidade de formar o Executivo uma vez que o chefe de Governo, como prometeu, apresente sua renúncia.

Caso possa assegurar uma coalizão, Livni se transformará na segunda mulher a ser primeira-ministra de Israel após Golda Meir, que esteve no cargo na década de 70.

Segundo diferentes pesquisas, a participação nas eleições primárias de hoje foi de cerca de 50%, o que contrasta com os pobres dados divulgados no início da tarde.

Apesar de a jornada eleitoral ter transcorrido sem incidentes destacáveis, os responsáveis pela campanha de Livni apresentaram uma queixa perante a Polícia exigindo que os votos em um ponto eleitoral de Jerusalém fossem cancelados por suspeitas de fraude, depois que um votante admitiu ter sido pago por pessoas ligadas a Mofaz.

Os quatro aspirantes à liderança do partido israelense votaram de manhã bastante otimistas com suas chances.

No entanto, os outros dois candidatos à Presidência do Kadima, o ministro de Segurança Interior, Avi Dichter, e o de Interior, Meir Sheetrit, tiveram apenas 7% dos votos, segundo as pesquisas de boca-de-urna.

Em torno de 74 mil filiados ao partido tinham direito a voto. A consulta começou às 10h (4h de Brasília) com a abertura das 114 urnas distribuídas por todo o país e terminou às 22h30 (16h30), meia hora mais tarde a pedido de Livni.

A importância do pleito está em que o vencedor pode suceder Olmert à frente do Governo. O premier, acusado de vários escândalos de corrupção, anunciou que renunciaria ao cargo depois que o Kadima tivesse um novo presidente.

No entanto, o "Canal 2" informou ontem que não se espera a saída do primeiro-ministro de forma iminente e que ele poderia apresentá-la depois do Ano Novo hebraico (Rosh Hashaná).

Olmert pode continuar à frente do Executivo até o próximo ano se o vencedor das primárias não conseguir consolidar um novo Governo, para o que dispõe apenas de um mês.

Por enquanto, Livni pretende manter a coalizão de Governo existente, o que inclui os 29 deputados de seu partido, 19 trabalhistas, 12 do partido ultra-ortodoxo Shas, e três do Partido dos Aposentados.

Nascida em Tel Aviv em 1958, em uma conhecida família da direita nacionalista e originalmente membro do Likud, Livni se voltou nos últimos anos para uma política mais pragmática, o que se reflete em seu papel como chefe da equipe negociadora israelense nas atuais conversas de paz com os palestinos.

Atual chanceler e vice-primeira-ministra do Estado de Israel, Livni advertiu o eleitorado do Kadima que votar em Mofaz significaria que a formação, criada por Ariel Sharon em 2005, perderia sua ideologia centrista para se transformar em um partido de direita como o Likud. EFE db/rb/rr

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