Chanceler hondurenho minimiza suspensão de seu país da OEA

Tegucigalpa, 5 jul (EFE).- O novo chanceler de Honduras, Enrique Ortez, minimizou a importância hoje da suspensão de seu país da Organização dos Estados Americanos (OEA) por não reinstalar o deposto presidente Manuel Zelaya, derrubado há uma semana pelos militares.

EFE |

Ortez lembrou, em declarações à imprensa, que seu Governo decidiu na sexta-feira sair da OEA em exercício de sua "soberania" e em "repúdio" à pretensão desse organismo de reinstalar Zelaya.

"A única coisa que a OEA pode fazer é nos tirar e fica nisso", disse, acrescentando que "é o pior que pode nos acontecer, continuamos sendo um Estado soberano e ainda somos membros das Nações Unidas".

Além disso, enfatizou em que "os países podem ter relações bilaterais" e, neste sentido, "bilateralmente, o comércio vai continuar, (o secretário-geral da OEA, José Miguel) Insulza não pode suspender o comércio, isso vai continuar".

Lembrou que Cuba esteve suspensa da OEA de 1962 até este ano, "e ali está Fidel Castro, não lhe aconteceu nada" por essa separação do Sistema Interamericano.

A Assembleia Geral da OEA suspendeu hoje Honduras por não ter cumprido o mandato no prazo de 72 horas dado ao novo Governo de Roberto Micheletti de restabelecer a ordem democrática, o estado de direito e restituir Zelaya na Presidência.

Zelaya, deposto e levado à Costa Rica há uma semana por militares, anunciou que voltará hoje ao país, mas o chanceler Ortez advertiu que não será permitido que seu avião pouse, para evitar "que comece a correr sangue" em Honduras. EFE lam/an

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