Chanceler francês diz que ainda não há explicação para tragédia

Rio de Janeiro, 4 jun (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores da França, Bernard Kouchner, afirmou hoje que até agora não há nenhuma explicação para a tragédia do voo AF447, que caiu no Atlântico com 228 pessoas a bordo, e defendeu a transparência de seu país nas investigações.

EFE |

"Estamos trabalhando para que possamos encontrar uma explicação para o que ocorreu o mais rápido possível, mas por enquanto não tenho explicação. Não estamos escondendo nada e não há razão para esconder", afirmou o ministro em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro.

Após reconhecer que as investigações não avançaram muito, Kouchner disse que "será necessário muito tempo" para saber o que causou a queda do Airbus, que desapareceu no mar no domingo à noite quando voava do Rio de Janeiro para Paris.

Kouchner fez hoje uma visita-relâmpago ao Rio de Janeiro para expressar a solidariedade do Governo da França às famílias das vítimas do acidente, em cuja memória foi realizada hoje uma missa na cidade.

O ministro apontou que as investigações estão a cargo da França, mas que nas tarefas de recuperação dos corpos das vítimas e do avião participam Brasil, Estados Unidos, Espanha e Canadá.

Kouchner assegurou que, perante a falta de explicações, por enquanto não se descarta nenhuma hipótese.

"Todas as possibilidades estão sendo investigadas. As investigações interessam a todo mundo", disse o chefe da diplomacia francesa ao se referir a que na aeronave havia passageiros de cerca de 40 nacionalidades.

Ao ser interrogado sobre a possibilidade de um atentado terrorista, o ministro respondeu: "Até agora não existe nenhuma evidência sólida nessa direção".

"Não sabemos nada. Não temos nenhuma evidência, nenhuma prova.

Não posso dizer que não é possível, mas não temos nada que permita concluir isso. Também não podemos descartar isso como hipótese", comentou.

Ao ser questionado sobre se a Air France ou a fabricante Airbus estariam escondendo informações técnicas que possam dar pistas sobre as causas da tragédia, o ministro reafirmou que seu país não está interessado em omitir nada.

"Posso informar que na França há um Escritório de Investigação e Análise que responde pelas investigações e que todos os dias dá informação a respeito da situação e do avanço dos trabalhos", afirmou.

Sobre as informações de que algumas agências do mundo alertaram sobre problemas técnicos no Airbus A330, assegurou que, caso seja necessário, a França não se oporá a que o avião seja revisado.

"Se for necessário fazer uma revisão do modelo, será feita", disse o ministro. EFE cm/rr

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