Chanceler francês descarta tirar Farc de lista de terroristas

Bogotá, 3 jul (EFE) - O ministro de Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, afirmou hoje que não aceita tirar da lista de organizações terroristas um grupo que usa métodos como o seqüestro de pessoas inocentes e pediu às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para libertar os reféns em seu poder. Em uma curta visita a Bogotá com parentes da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, resgatada na quarta-feira por tropas do Exército colombiano, disse que se os rebeldes se comprometessem a respeitar a Convenção de Genebra e os direitos humanos, não teriam motivos para estar em listas de terroristas. Não é tão simples quanto parece, há convenções internacionais, há o respeito aos direitos humanos, tudo isso existe. Não podemos aceitar que se seqüestrem homens e mulheres e os mantenham em condições de seqüestro espantosas durante anos e anos, disse, após uma reunião com o presidente colombiano, Álvaro Uribe.

EFE |

Kouchner assegurou em entrevista coletiva no Palácio de Nariño (sede de Governo) que decidiu visitar a Colômbia para agradecer Uribe em nome do presidente da França, Nicolas Sarkozy, e de todo o povo francês.

"Estamos à disposição da Colômbia para todos os demais seqüestrados que ainda estejam na selva. Estamos dispostos a isso aqui na Colômbia, mas também em todos os demais países. A França sempre estará à disposição dos que querem libertar reféns que perderam a liberdade de uma forma injusta", acrescentou.

O chanceler francês lembrou que fizeram "absolutamente tudo" o que esteve a seu alcance, em conexão com o Governo da Colômbia, para buscar a liberdade de Betancourt.

Além disso, pediu à guerrilha escutar o apelo da França e de todos os homens e mulheres livres do mundo de "que não se pode manter reféns".

Kouchner contou, emocionado, os instantes prévios ao encontro dos filhos de Betancourt, Melanie e Lorenzo, com a mãe e qualificou de um milagre poder ver a ex-candidata presidencial depois de mais de seis anos de seqüestro.

Além disso, ressaltou que, em sua reunião com Uribe, escutou "com muito interesse" os detalhes do processo de libertação de Betancourt e dos 14 reféns, entre eles três americanos, e qualificou a operação como "magnífica, porque não houve uma gota de sangue derramada".

O chanceler francês voltará hoje à noite para a França junto a franco-colombiana Ingrid Betancourt e seus parentes, que serão recebidos amanhã por Sarkozy em Paris. EFE fer/db

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