Chanceler espanhol diz que já se trabalha em data para cessar-fogo em Gaza

Jerusalém, 13 jan (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, assegurou hoje que já há uma tentativa de fixar uma data para o cessar-fogo entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza.

EFE |

No entanto, o chanceler destacou que as duas partes precisam aceitar o acordo e obedecer o fim das hostilidades para que a paz seja sustentável.

Moratinos reiterou o otimismo e confiança no fim da crise em Gaza após se reunir em Tel Aviv com a ministra das Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni, dentro de sua viagem pelo Oriente Médio, que já o levou ao Egito e à Síria.

Em declarações aos jornalistas em Jerusalém depois da reunião, o chefe da diplomacia espanhola assegurou que existe uma disposição coletiva que indica que está "perto" de alcançar um "princípio de acordo" para o fim da ofensiva israelense, que já deixou mais de 900 palestinos mortos.

De acordo com Moratinos, o papel "construtivo" da Síria, principal apoio do Hamas, é o que o faz se sentir "mais otimista no sentido de que todos os atores estão envolvidos em buscar uma solução definitiva".

O chanceler acrescentou que "logicamente" já está se falando em concretizar uma data para o cessar-fogo, apesar de ter deixado claro que o Egito será quem coordenará o plano e quem será testemunha da aceitação desse por Israel e Hamas.

As condições impostas por Israel, segundo Moratinos, são que o Hamas detenha o lançamento de foguetes e o contrabando de armas e que haja garantias de que a paz seja "sustentável", e não temporária.

O ministro espanhol informou que uma delegação israelense está à espera de viajar ao Cairo para dar o passo definitivo, mas que isso depende da resposta da cúpula do movimento islâmico na Síria.

O dia 20, quando Barack Obama tomará posse como novo presidente dos Estados Unidos, é visto como prazo máximo para que Israel, um dos grandes aliados do país, ponha fim à ofensiva que começou em 27 de dezembro.

Moratinos informou que já estão sendo estudados mecanismos de supervisão para controlar o tráfico de armas na Faixa, mas não quis especificar como ocorreria o desdobramento de tropas da Turquia, um país com interlocução com o Hamas e Egito. EFE cpg/db

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