Chanceler equatoriana questiona laudo da Interpol sobre computadores das Farc

Quito, 15 mai (EFE) - A ministra de Relações Exteriores equatoriana, María Isabel Salvador, minimizou a validade do relatório que a Interpol, a Polícia internacional, apresentou hoje em Bogotá.

EFE |

O documento traz o laudo da organização sobre os computadores que a Colômbia diz ter apreendido de um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador em 1º de março.

"Basicamente para nós não tem validade jurídica, não tem qualquer validade", afirmou Salvador aos jornalistas que acompanharam a comitiva governamental na viagem pela Europa, da qual retornaram hoje.

A ministra disse que "não se garantiu a cadeia de custódia desses computadores que, supostamente, foram encontrados no acampamento das Farc em nosso território quando aconteceu o bombardeio por parte da Colômbia".

"Quando uma investigação se realiza em relação aos elementos como estes: computadores, supostos documentos encontrados nos computadores, e a cadeia de custódia não foi garantida, automaticamente perdem validade jurídica e perdem validade moral", insistiu a titular da diplomacia equatoriana.

A Interpol disse hoje em Bogotá que as autoridades colombianas não alteraram ou modificaram o conteúdo dos três computadores apreendidos após uma operação em um acampamento das Farc no Equador.

EFE sm/db

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