Chanceler equatoriana diz que não descarta restrições comerciais à Colômbia

Bogotá, 25 jun (EFE).- A chanceler equatoriana, María Isabel Salvador, disse hoje que as conversas com a Colômbia não estão estagnadas, mas ressaltou que se as relações continuarem tensas e complicadas, não descarta a implementação de restrições ao comércio.

EFE |

Em declarações à "Caracol Radio" da Colômbia, a ministra disse que continuarão trabalhando, com a intervenção do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, em um processo de acordo entre os dois países para que seja permitido o restabelecimento pleno das relações "a longo prazo".

"As conversas na Organização dos Estados Americanos (OEA) continuam", as "discussões seguem" e "o restabelecimento das relações diplomáticas é que foi suspenso. Isso é só uma fase. Não estamos em um ponto morto", explicou.

A aplicação de restrições ao comércio binacional "é um tema que estamos avaliando e não é descartado", insistiu Salvador.

Além disso, lembrou que o "Equador tem em sua fronteira norte mais de 11 mil soldados, entre Polícia e Forças Armadas, distribuídos em 13 acampamentos ao longo de 600 quilômetros da fronteira, enquanto a Colômbia conta com dois acampamentos e menos de 2% de suas Forças Armadas nessa região".

Segundo ela, essa presença na fronteira é para proteger o Equador da presença de tropas irregulares.

O chanceler colombiano, Fernando Araújo, disse, em entrevista publicada hoje pelo jornal de Bogotá "El Espectador", que espera manter relações em "termos amistosos" com o Equador.

No entanto, disse que as declarações do presidente equatoriano, Rafael Correa, interrompem os espaços para continuar com o reatamento dos laços entre os dois países.

"Nós não impomos condições, mas é natural que para fazê-lo deva existir um diálogo de amizade. As declarações feitas pelo governante desse país não nos deram esse espaço", acrescentou Araújo.

A crise diplomática suscitada em março após a incursão militar colombiana em solo equatoriano, na qual morreram 26 pessoas, entre elas o então número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), "Raúl Reyes", não pôde ser solucionada, apesar da mediação da OEA e do Centro Carter.

Bogotá decidiu paralisar na segunda-feira o reatamento das relações diplomáticas, depois que Correa reiterou, em entrevista a um jornal argentino, suas acusações à Colômbia e aos Estados Unidos pela incursão de tropas colombianas no Equador em 1º de março passado.

Em resposta, o Equador também suspendeu ontem indefinidamente o reatamento das relações diplomáticas com a Colômbia e inclusive ameaçou aplicar restrições comerciais, caso os laços entre os dois países não melhorarem no futuro. EFE fer/bm/rr

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