Chanceler do Irã critica ameaças de sanções e faz novas exigências

O ministro de Assuntos Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, criticou as ameaças de sanções contra seu país por causa de seu controvertido programa nuclear e fez novas exigências para receber urânio enriquecido vindo do exterior.

EFE |

O compromisso proposto pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deve ser revisado, afirma Mottaki em entrevista que será publicada no sábado pelo jornal alemão "Süddetsche Zeitung" por ocasião da Conferência de Segurança de Munique, à qual também estará presente.

Segundo o chefe da diplomacia de Teerã, seu país só está disposto a exportar urânio levemente enriquecido se receber imediatamente em troca combustível nuclear altamente enriquecido para seus reatores experimentais.

"Deve haver uma sincronia, ou seja, a troca deve ocorrer ao mesmo tempo", explica Mottaki na entrevista, na qual assegura que o combustível altamente enriquecido que reivindica será destinado a um reator que fabrica produtos para fins médicos.

As potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas consideram que o enriquecimento do urânio para o Irã fora do país permitiria um maior controle de seu programa nuclear.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, deu margem a essa possibilidade no início desta semana, mas não deu detalhes sobre como isso poderia acontecer.

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