Chanceler diz que Santander está satisfeito com atuação do Governo espanhol

Torres (Espanha), 2 ago (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, afirmou hoje que o Banco Santander está satisfeito com a maneira com a qual o Governo da Espanha está conduzindo e acompanhando a negociação com as autoridades venezuelanas para a venda do Banco de Venezuela.

EFE |

Na cidade de Torres, na Andaluzia, onde ofereceu cursos sobre imigração, Moratinos esclareceu que o Executivo espanhol acompanhará o processo "com atenção, respeitando cada um o papel que lhe corresponde".

"Ao Governo corresponde melhorar e criar a atmosfera com um país tão próximo e tão historicamente vinculado com a Espanha como é a Venezuela", disse.

Segundo Moratinos, "a melhor garantia é ter boas relações com essas autoridades para que todos os problemas que possam surgir sejam resolvidos satisfatoriamente".

Moratinos disse que "sempre se defendem os interesses" espanhóis e revelou que ele tinha falado com o ministro das Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, sobre a possível venda da filial do Santander na Venezuela.

Também reiterou que estão atuando como sempre fazem "com todos os interesses espanhóis e as empresas espanholas em uma questão privada".

"Eles levam logicamente a liderança, mas quando há um problema ou uma dificuldade nós intervimos, mantendo a legalidade jurídica e respeitando o país e as autoridades cujos interesses estão em jogo", explicou.

Por último, Moratinos destacou que a trajetória do Governo na defesa da presença espanhol na América Latina é "francamente satisfatória" além da existência de "problemas lógicos em uma relação econômica e empresarial".

O Grupo Santander confirmou nesta sexta-feira que mantém negociações com o Governo venezuelano para vender sua filial no país, o Banco de Venezuela.

A entidade reconheceu que tinha previsto vender o banco a um investidor privado venezuelano, mas soube da intenção do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de nacionalizar a filial do Santander, o que permitiu as conversas entre as duas partes. EFE abs/wr/rr

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