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Chanceler de Mianmar qualifica de imorais sanções contra o país

Nações Unidas, 29 set (EFE) - O ministro de Assuntos de Exteriores de Mianmar (antiga Birmânia), U Nyan Win, rejeitou hoje na ONU as críticas ao plano para a democracia elaborado pelo regime militar do país e qualificou de imorais as sanções unilaterais que pesam contra seu Governo. U Nyan Win assegurou durante seu discurso na 63ª sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas que Mianmar realizará eleições livres e justas em 2010 como parte do plano de sete passos rumo à democracia implementado pelas autoridades. Estão sendo adotadas as medidas necessárias para realizar as eleições e todos os cidadãos, sem importar sua afiliação política, terão o mesmo direito a formar partidos políticos e levar a cabo campanhas eleitorais, assegurou. O ministro birmanês disse que a paz e a estabilidade reinam em quase todo o país, depois que o Governo conseguiu que, nos últimos anos, 17 grupos armados vinculados às múltiplas etnias do país depusessem as armas. Ele advertiu de que os desafios do século XXI somente podem ser enfrentados mediante a cooperação internacional, por isso instou às potências para deixar de praticar políticas hegemônicas mediante pressões políticas ou econômicas. O mútuo respeito, o entendimento, a tolerância são os valores que devem ser abraçados nesta aldeia global, apontou. Nesse sentido, assegurou que o progresso econômico e político somente pode ser alcançado através do desenvolvimento, e nunca através de medidas econômic...

EFE |

O ministro de Exteriores birmanês não fez referência em seu discurso à reunião realizada no sábado nas Nações Unidas pelo chamado "Grupo de Amigos de Mianmar" e se limitou a recomendar à comunidade internacional que "respeite a vontade do povo".

O grupo, no qual se encontram Estados Unidos, China, União Européia (UE) e países do sudeste asiático, pediu à Junta Militar para dialogar com a oposição, libertar os presos políticos e levantar a prisão domiciliar imposta à vencedora do prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi. EFE jju/db

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