Chanceler de Israel promete represálias ao Hamas

A ministra israelense das Relações Exteriores, Tzipi Livni, prometeu nesta quinta-feira no Cairo acabar com o controle do movimento radical palestino Hamas na Faixa de Gaza e afirmou que a situação vai mudar, depois da última escalada de violência na região.

AFP |

"Já basta! A situação vai mudar", declarou Livni depois de uma reunião com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, sobre a situação na Faixa de Gaza, de onde aumentam a cada dia os disparos de foguetes contra Israel depois do fim de uma trégua de seis meses, no dia 19 de dezembro, entre Israel e o Hamas negociada pelo Cairo.

"Infelizmente, o Hamas controla (a Faixa de Gaza), e o Hamas decidiu atacar Israel. É preciso acabar com isto e é o que vamos fazer", advertiu.

"O Hamas deve compreender que nossas aspirações de paz não significam que Israel aceite esta situação", insistiu Livni.

A chanceler israelense qualificou de "escalada intolerável" os disparos de foguetes na quarta-feira contra Israel.

"O controle do Hamas sobre a Faixa de Gaza não é apenas um problema israelense. Entendemos as necessidades do Egito. O que estamos fazendo expressa as necessidades da região", acrescentou Livni.

O chanceler egípcio, Ahmad Abult Gheit, tentou atenuar as declarações de Livni ao pedir moderação e calma na Faixa de Gaza.

"O Egito esclareceu que Israel deve mostrar moderação e Israel indicou que os disparos de foguetes devem cessar. O presidente (Mubarak) disse claramente que não deve acontecer um castigo coletivo aos disparos de grupos armados palestinos", declarou.

"O Egito prosseguirá com os esforços até que as partes aceitem (a trégua). Porém, é difícil imaginar que possamos convencê-los a retomar a trégua, com tal enfrentamento", declarou Gheit.

Um porta-voz militar israelense informou que 84 projéteis foram lançados na quarta-feira a partir da Faixa de Gaza, sem provocar feridos mas sim danos materiais.

Três ativistas do Hamas morreram em ações israelenses desde sexta-feira, quando chegou ao fim a trégua de seis meses entre Israel e o Hamas.

Nesta quinta-feira já foram vários projéteis, sem provocar vítimas. Um deles caiu, sem explodir, na passagem de Erez, na fronteira norte da Faixa de Gaza e Israel, por onde passam os cristãos palestinos que visitam a cidade de Belém no Natal.

As autoridades israelenses insistem em ressaltar a intenção de atacar o Hamas, caso não seja possível obter uma trégua duradoura.

O ministro da Defesa, Ehud Barak, que até o momento se mostrara reticente a respeito de uma represália, ameaçou fazer o Hamas pagar "com juros" os disparos de foguetes.

"O tempo das palavras vazias já passou", afirmou nesta quinta-feira.

O jornal israelense Maariv tem como manchete na edição deste 25 de dezembro "Gabinete dá luz verde para operações militares" e considera que Israel foi "arrastado contra sua vontade para uma escalada militar de resultados incertos".

se-cjo/fp

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