Chanceler de Israel promete renunciar se for indiciado

JERUSALÉM - O chanceler de Israel, Avigdor Lieberman, disse nesta segunda-feira que deixará o cargo caso o procurador-geral do país acate a recomendação policial de indiciá-lo por corrupção.

Reuters |

AP
Lieberman é alvo de investigação
Lieberman é alvo de investigação
Lieberman, que nega qualquer irregularidade, dirige o partido ultranacionalista Yisrael Beitenu, acusado de praticar racismo contra cidadãos israelenses de origem árabe.

"No que me diz respeito, o divisor de águas será a decisão final do procurador-geral depois de uma audiência", disse o ministro. "Se depois da audiência o procurador-geral decidir levar adiante as acusações, sem dúvida nesse momento eu irei renunciar", afirmou.

Após nove anos de investigação, a polícia recomendou no domingo que o procurador-geral Menachem Mazuz indicie Lieberman por várias acusações, entre elas as de suborno, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

A maior parte da investigação transcorreu enquanto Lieberman ocupava outros cargos públicos. Seu foco foi a transferência de milhões de shekels (moeda local) para empresas e contas de pessoas ligadas a ele, segundo a polícia.

Em setembro do ano passado, o então premiê Ehud Olmert renunciou ao ser indiciado em um outro escândalo de corrupção, mas permaneceu interinamente no cargo até a posse do direitista Benjamin Netanyahu, em março.

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