Chanceler de Israel ameaça renunciar se indiciado por corrupção

O ministro do Exterior de Israel, Avigdor Lieberman, afirmou nesta segunda-feira que vai renunciar ao cargo se for indiciado por corrupção. No domingo, a polícia recomendou que o ministro fosse indiciado.

BBC Brasil |

A decisão pela abertura ou não do processo agora deve ser tomada pelo procurador-geral de Israel.

Lieberman é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

A suspeita é de que ele tenha se beneficiado de milhares de dólares em doações ilegais. Uma alegação é que ele recebeu dinheiro depositado em contas de uma empresa de sua filha.

Em abril, dias depois de assumir o Ministério do Exterior, Lieberman foi interrogado por mais de sete horas pela polícia, devido às acusações.

"Até onde sei, claro, o limite será a decisão final do procurador-geral depois de uma audiência (...). Se depois da audiência o procurador-geral decidir me indiciar, vou renuncia ao cargo de ministro e, dentro dos próximos quatro ou cinco meses, vou renunciar como membro do Parlamento", disse.

Mas Lieberman acrescentou que está "convencido de que no próximo ano, e em dois anos também, ainda serei o ministro do Exterior".

Polêmica
A indicação de Lieberman, de 51 anos, para o Ministério do Exterior causou polêmica em Israel e fora do país.

Lieberman, que assumiu o cargo em 1º de abril, disse que Israel não é obrigado a obedecer um acordo patrocinado pelos Estados Unidos em 2007 para a elaboração de um tratado de paz com os palestinos.

Ele também defendeu que a nacionalidade israelense seja concedida apenas aos que jurarem lealdade a Israel, algo que desagradou os árabes israelenses.

O político, nascido na Moldávia, também defende a troca de faixas de territórios de Israel habitados por árabes israelenses por blocos de assentamentos israelenses na Cisjordânia.

Lieberman lidera o partido Yisrael Beitenu ("Israel, nosso lar", em tradução livre), o segundo maior partido da coalizão de governo e o terceiro maior do Parlamento.

O partido tem grande apoio entre os milhares de judeus que foram para Israel depois do colapso da União Soviética em 1991.

O ministro já foi descrito por autoridades palestinas como um "obstáculo para a paz".

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