Chanceler cubano faz 1ª visita à UE após fim de sanções

Havana, 11 out (EFE).- O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Felipe Pérez Roque, inicia na próxima segunda-feira sua primeira viagem oficial à Espanha desde 2005 e a primeira visita a um país da União Européia (UE) desde a eliminação das sanções diplomáticas contra a ilha, em junho.

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Mais de três anos após viajar para Madri para se reunir com o presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, e o Rei Juan Carlos I, Pérez Roque retorna à Espanha em resposta à visita que o chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, realizou a Havana em abril de 2007 buscando normalizar as relações bilaterais.

A visita do chanceler cubano acontece em meio a reuniões ministeriais que Cuba e Espanha realizam anualmente como parte de um mecanismo de coordenação política e sobre direitos humanos que os dois países abriram durante a estadia de Moratinos em Cuba.

Em relação a direitos humanos, já ocorreram duas reuniões bilaterais, a primeira em maio de 2007 em Havana e a segunda em fevereiro passado em Madri, após a qual Havana libertou sete réus, incluindo quatro presos políticos que permitiu que viajassem à Espanha.

Em fevereiro, Pérez Roque declarou em Havana que o mecanismo de diálogo político é "um reconhecimento" da liderança do Governo espanhol na UE "para conseguir uma plena normalização das relações" do bloco europeu com Cuba.

Já Moratinos explicou esta semana que analisará com Pérez Roque o andamento das relações bilaterais, a agenda de trabalho para os próximos meses e a situação de ajuda e cooperação espanhola após a passagem de dois furacões pela ilha em setembro.

Além disso, durante a visita, que se prolongará até terça-feira, os dois abordarão as relações da ilha com a UE.

Pérez Roque visita a Espanha depois de anunciar no mês passado que Cuba aceita o diálogo político proposto pela UE após a suspensão, por iniciativa de Madri, das sanções estabelecidas em 2003, motivadas pela condenação de 75 dissidentes a penas de até 28 anos de prisão.

Em meados de setembro, Pérez Roque declarou aceitar "essa proposta de diálogo", mas ressaltou que "é preciso discutir primeiro e chegar a um acordo formal entre a UE e Cuba sobre qual é a base, quais são as modalidades e sobre quais princípios se baseia esse diálogo". EFE jlp/ab/rr

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