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Chanceler colombiano diz que problemas com Venezuela foram superados

Tóquio, 11 jul (EFE) - O ministro das Relações Exteriores colombiano, Fernando Araújo, disse hoje à Agência Efe, por ocasião da reunião que acontecerá entre os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e Colômbia, Álvaro Uribe, que os problemas recentes entre os dois países foram superados.

EFE |

"Vão se reunir com o objetivo de mostrar perante a comunidade internacional que a relação entre os dois países voltou aos níveis de cooperação, amizade e agenda positiva que tínhamos no passado", afirmou Araújo à Efe em Tóquio.

O chanceler se encontra desde quinta-feira em uma visita de três dias ao Japão para comemorar o centenário das relações diplomáticas nipo-colombianas.

Chávez e Uribe se reúnem hoje no Centro de Refino de Paraguaná, 500 quilômetros ao oeste de Caracas, para deixar para trás as divergências que, há oito meses, provocaram uma crise diplomática.

O presidente venezuelano receberá o chefe de Estado colombiano após o conflito com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) ter levado à retirada temporária dos embaixadores de cada país, à mobilização de tropas venezuelanas na fronteira com o país vizinho e à suspensão parcial do comércio fronteiriço.

Segundo Araújo, a reunião de hoje estava marcada desde junho, antes do resgate, em 2 de julho, de 15 reféns da guerrilha, entre eles a ex-candidata à Presidência do país Ingrid Betancourt.

"Chávez colaborou muito conosco no processo de aproximação às Farc e antecipou um trabalho que nós agradecemos profundamente", disse Araújo.

No entanto, o chanceler considerou que o mais importante para o Governo da Colômbia agora é poder estabelecer um "contato direto com a nova cúpula das Farc e poder conseguir internamente caminhos para a concórdia".

Araújo destacou que, quando o Governo colombiano chegar a um panorama de solução de conflito com as Farc, "muito certamente será necessário o acompanhamento internacional", incluindo o da Venezuela.

"Mas, até que se chegue a esse momento e não cheguemos a situações concretas, não consideramos conveniente a participação internacional", disse Araújo.

O ministro afirmou que a experiência mostrou à Colômbia que as Farc utilizam esse espaço de participação internacional "para se promover, mas não se comprometem a nada".

"Só à medida em que houver um compromisso real das Farc, poderemos, em um futuro, abrir espaços para o acompanhamento, que não seja a mediação da comunidade internacional", destacou Araújo, que escapou do cativeiro, em 2006, após ter ficado em poder da guerrilha durante seis anos. EFE icr/db

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