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Chanceler cita política ambígua de Israel em relação a assassinato em Dubai

O ministro de Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, disse nesta quarta-feira que não há provas de que o Mossad, a agência de inteligência de Israel, esteja por trás do assassinato de um comandante do Hamas em um hotel de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, no mês passado.

iG São Paulo |

A afirmação foi feita após surgirem informações de que alguns membros do grupo envolvidos no assassinato usaram identidades de israelenses nascidos no exterior.
AFP
Imagens divulgadas por Dubai identificam os suspeitos no assassinato de membro do Hamas

Imagens identificam os suspeitos no assassinato de membro do Hamas

Ao mesmo tempo, porém, Lieberman não negou o envolvimento total de Israel no assassinato de Mahmoud al-Mabhuh em 19 de janeiro, dizendo apenas que Israel tem uma "política ambígua" em questões de inteligência e não há provas de que o país esteja por trás da ação. Segundo o chanceler israelense, o autor poderia ser "qualquer outro serviço de inteligência ou país". 

"Não sei por que temos de tomar como fato que foi Israel ou o Mossad que utilizou esses passaportes falsos e as identidades dos cidadãos britânicos", disse o chanceler à rádio do Exército israelense.

As autoridades de Dubai emitiram na terça-feira mandados de prisão para os 11 suspeitos (10 homens e uma mulher). Todos tinham passaportes europeus válidos - um da França, três da Irlanda, seis da Grã-Bretanha e um da Alemanha.

Homens com os mesmos nomes de 7 dos 11 suspeitos cujas fotos dos passaportes europeus foram divulgadas por Dubai residem em Israel, e aqueles contatados por repórteres insistiram que suas identidades foram roubadas.

Seis dos homens são britânicos que imigraram para Israel. O sétimo é um israelense-americano, cujo nome estava em um passaporte alemão usado por um dos assassinos, disse Dubai.

À medida que o mistério sobre a identidade dos suspeitos aumenta, a Grã-bretanha e a Irlanda disseram acreditar que os passaportes britânicos e irlandeses usados pelos supostos assassinados eram forjados.

Na entrevista à rádio israelense, Lieberman descartou qualquer perspectiva de problemas diplomáticos com a Grã-Bretanha pelas suspeitas de uma equipe do Mossad ter utilizado passaportes britânicos falsos.

Prática comum

Esquadrões de execução enviados pelo Mossad usaram passaportes estrangeiros no passado, notavelmente em 1997, quando agentes entraram na Jordânia com passaportes canadenses e fracassaram na tentativa de matar com veneno o líder do Hamas, Khaled Meshal.

Em 1987, a Grã-Bretanha protestou a Israel pelo que Londres chamou de mau uso pelas autoridades israelenses de passaportes britânicos forjados, dizendo ter recebido garantias de que tal problema não se repetiria no futuro.

Mabhuh, membro fundador do braço militar do Hamas, foi encontrado morto em 20 de janeiro em um hotel de Dubai. Segundo o jornal americano "The New York Times", a polícia já identificou outras seis pessoas envolvidas na ação, mas ainda não divulgou seus nomes.

A polícia de Dubai anunciou terça-feira que dois suspeitos palestinos, que teriam ajudado o comando, haviam sido detidos e estavam sendo interrogados.

*Com informações de EFE, AFP e Haaretz

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