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Chanceler britânico diz que terrorismo é justificável em alguns casos

Londres - O ministro de Assuntos Exteriores do Reino Unido, David Miliband, disse que o terrorismo é justificável e eficaz em algumas circunstâncias e que isso foi demonstrado pela luta armada contra o apartheid na África do Sul.

EFE |

Miliband participou de um programa de rádio da "BBC" que analisou a vida de Joe Slovo, membro da ala militar do Congresso Nacional Africano (CNA) e amigo de Ralph Miliband, pai do chefe da diplomacia britânica.

Slovo era um dos líderes do movimento Umkhonto we Sizwe (Lança da Nação), que, entre outros, cometeu um atentado em 1983 em Pretória no qual 19 pessoas morreram, na maioria civis.

Questionado sobre se o terrorismo é justificável em algum momento, Miliband respondeu: "Sim, há circunstâncias nas quais é justificável e, sim, há circunstâncias nas quais é eficaz".

"O importante para mim é que o exemplo sul-africano provou algo excepcional, que o regime do apartheid parecia um regime que duraria para sempre e foi derrubado", continuou o ministro.

"É difícil argumentar que, por si própria, uma luta política tivesse dado resultados. O golpe contra o coração da pretensão do regime de manter o monopólio do poder que representou a ala armada do CNA foi muito significativo", acrescentou.

A "BBC" antecipou trechos do programa de rádio, que será emitido na íntegra na terça-feira e que gerou críticas contra o chefe da diplomacia britânica por parte da oposição.

O responsável de Exteriores do Partido Conservador, William Hague, condenou as palavras de Miliband e afirmou que "os membros do Governo devem ser muito cuidadosos na hora de insinuar argumentos que pareçam legitimar o terrorismo em algumas circunstâncias".

"Quando se dedica tanto esforço de nossas forças de segurança a derrotar os terroristas, no meio dos sacrifícios de nossas tropas no Afeganistão, este dificilmente é o momento de argumentar que, às vezes, o terrorismo é aceitável", disse Hague.

O número de militares britânicos mortos no Afeganistão passou de 200 nas últimas horas, desde o início da operação no país, em 2001.

O primeiro-ministro, Gordon Brown, voltou a justificar a missão hoje com a necessidade de combater o terrorismo.

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