Chanceler britânico acha prematuro atribuir atentados à Al Qaeda

Londres, 27 nov (EFE).- O ministro britânico de Relações Exteriores, David Miliband, considerou hoje prematuro atribuir à Al Qaeda os atentados que cujas mortes confirmadas até agora foram 119 na Índia, entre elas a de um cidadão do Reino Unido.

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"O fato de ser um ataque coordenado leva algumas marcas dos atentados da Al Qaeda, mas não significa que seja da Al Qaeda", disse Miliband em uma declaração à imprensa no Foreign Office, na qual também considerou prematuro afirmar que os terroristas tinham como alvo os cidadãos ocidentais.

"Este terrorismo não é só uma guerra contra o Ocidente. É uma ameaça também contra a integridade de Índia e Paquistão", declarou o chefe da diplomacia britânica ao ser perguntado sobre as informações segundo as quais os terroristas buscavam britânicos e americanos quando assaltaram os hotéis de Mumbai.

"A maioria dos assassinados são indianos de todas as raças e credos, muçulmanos, hindus e siques. É a natureza indiscriminada do ataque", disse Miliband, que caracterizou o ocorrido como "um ataque na Índia e contra indianos".

Os terroristas, segundo o ministro britânico, atacaram a "vibrante" democracia indiana e elegeram Mumbai, porque "é uma das cidades mais cosmopolitas da Índia", onde, segundo ressaltou, "não havia precedentes" deste tipo de ataques terroristas.

Miliband sugeriu também que o massacre buscava aumentar a tensão entre Índia e Paquistão, mas ressaltou que os máximos governantes de ambos países demonstraram ter "sentido de Estado" ao enfatizar em suas declarações posteriores aos atentados seu "compromisso de trabalhar para reforçar seus laços".

Sobre a situação das pessoas que permanecem seqüestradas, afirmou não querer dizer nada "que comprometa sua situação" e reiterou todo o apoio do Governo britânico às autoridades indianas para que resolvam com sucesso esta difícil situação.

Miliband disse que não quer "enganar aopinião pública" e reconheceu que "não se pode dizer que os reféns estejam a salvo".

Sobre o número de britânicos que ficaram feridos, manifestou que "são mais que os sete dos que se falou em princípio", mas evitou dar um novo número à espera de poder confirmá-la.

Londres enviou uma equipe policial a Mumbai para ajudar as forças de segurança indianas e entrou em contato com os Governos dos Estados Unidos e dos demais países da União Européia (UE) para oferecer "uma resposta coordenada" aos atentados. EFE fpb/jp

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