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Chanceler boliviano diz que visita a Cuba fortalece a Bolívia

Havana, 28 abr (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, afirmou hoje que sua visita oficial de quatro dias a Cuba fortalece as mudanças promovidas pelo Governo boliviano.

EFE |

Ele também criticou as medidas "não viáveis" daqueles se opõem ao processo de reforma, em referência às iniciativas autonomista.

"Para nós, é importante a relação que temos com o povo-irmão de Cuba (...). Minha presença nesta cidade, nesta terra, fortalece a luta do meu povo, fortalece este processo de mudança vivido pela Bolívia", disse hoje Choquehuanca aos jornalistas.

No primeiro dia de sua visita, o ministro boliviano se reuniu por mais de uma hora com o chanceler cubano, Felipe Pérez Roque, que confirmou a solidariedade do Governo de Cuba "para com as tentativas separatistas, as ingerências e as conspirações externas" na Bolívia.

Durante as saudações protocolares, o chanceler cubano ressaltou o apoio ao "processo de profundas mudanças sociais e democráticas" impulsionado pelo Governo do presidente boliviano, Evo Morales, em um "momento decisivo para a história e o futuro da Bolívia".

Choquehuanca ressaltou que sua presença em Havana faz parte de "atividades que foram programadas há muito tempo" e que sua visita é similar à realizada na semana passada a Washington para participar de uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Ele criticou os "certos proprietários" e "algumas famílias" por promover estes estatutos autônomos, "que não têm respaldo legal, que vão contra a Constituição" e que "não são viáveis", porque as "medidas revolucionárias" do presidente boliviano afetam seus interesses.

Além disso, previu que a abstenção no plebiscito que será realizada no dia 4 de maio em Santa Cruz, no leste do país, superará os 50%, caso não ocorra nenhuma fraude.

"Nós, como Governo, não vamos aceitar a implementação destes estatutos autônomos", acrescentou o chanceler, que acredita que é "legítimo" que o povo boliviano, como qualquer outro, possa realizar estas "consultas", sempre que estiverem "emolduradas dentro da lei, dentro da nova Constituição Política do Estado".

Além dos problemas internos em seu país, o chefe da diplomacia boliviana aproveitou seu primeiro dia de trabalho em Cuba para pôr um ponto final à polêmica iniciada com as reivindicações de parentes de uma jovem estudante de seu país morta no dia 23 de março na ilha.

Os parentes da estudante de medicina Beatriz Porco Calle, de 22 anos, questionaram as autoridades cubanas a respeito do corpo da jovem. Quando foi repatriado, notaram que faltavam alguns órgãos, por causa de uma autópsia praticada na ilha.

"Tentaram usar (o tema) para prejudicar nossas relações, há interesses obscuros por trás de tudo isso", disse Choquehuanca ao ser perguntado sobre um tema que provocou, na semana passada, uma reação irritada do ex-presidente cubano Fidel Castro.

Em um de seus artigos da série "Reflexões", Fidel explicou os motivos médicos da morte e declarou que "era inevitável nesse caso a extração do bloco visceral e coleta de amostras pertinentes".

Além disso, acusou os Estados Unidos de lançarem uma campanha contra Cuba usando como pretexto esse caso, com "a máquina demolidora de sua imprensa e técnicas midiáticas".

Choquehuanca também acusou hoje os veículos de comunicação de ter "manipulado os familiares da estudante" e disse que, "felizmente, os relatórios recebidos pelo embaixador de Cuba na República da Bolívia esclareceram totalmente este fato".

O destaque desse encontro foi a assinatura pelos dois chanceleres de dois convênios bilaterais "sobre a execução de sentenças penais" e "para a proteção e recuperação de bens culturais patrimoniais".

Choquehuanca explicou que "há pessoas dedicadas ao tráfico de bens culturais", tanto em Cuba quanto na Bolívia, e ambos os Governos tentam, desse modo, "facilitar" o cumprimento das penas dos presos "em seus respectivos países". EFE jlp/bm/db

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