Chanceler alemã negocia nova coalizão e diz que prioridade é economia

A chanceler alemã, Angela Merkel, cujo partido venceu as eleições no país no domingo, disse que a prioridade do seu segundo mandato será devolver a prosperidade à maior economia da Europa. Merkel dará início agora às negociações com o Partido Democrata Liberal (FDP), que será o novo parceiro do partido da chanceler na coalizão de governo.

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Ela deve começar a negociar com o líder do FDP, Guido Westerwelle, que estaria cotado para assumir o ministério das Relações Exteriores. Acredita-se que a coalizão será anunciada dentro de um mês.


EFE
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Chanceler Angela Merkel votou em Berlim

O parceiro anterior, o Partido Social Democrata (PSD), sofreu a maior derrota eleitoral das últimas décadas e passará para a oposição.

No seu discurso de vitória, Merkel disse que quer ser chanceler de todos os alemães em um momento de crise e que seu maior objetivo é proteger e criar postos de trabalho.

"Nós podemos realmente festejar hoje, mas depois disso nós temos uma tarefa dura pela frente", disse Merkel no domingo.

Afinidade ideológica

Os resultados finais ainda não foram anunciados, mas projeções indicam que a coalizão de centro-direita de Merkel - formada pela União Democrata Cristã (CDU) e pela União Social Cristã (CSU) - obteve 33% dos votos. Os social-democratas conseguiram apenas 23%, o seu pior resultado desde a Segunda Guerra Mundial.

Pelas projeções, o FDP obteve 15% dos votos, o Partido de Esquerda, 12% e o Partido Verde, 10%.

Analistas afirmam que o FDP e o CDU conseguiriam formar uma maioria estável, mesmo com 48% dos votos.

O líder do SDP, Frank Walter Steinmeier, disse que seu partido deveria ser "vigilante na oposição". Ele disse que não pensa em renunciar, apesar do que chamou de "uma amarga derrota" nas urnas.

Merkel recebeu os cumprimentos de diversos líderes mundiais. O presidente americano, Barack Obama, disse que "sob um governo forte alemão" as relações entre os dois países "se fortaleceriam e se aprofundariam", segundo nota divulgada pela Casa Branca.

Segundo o correspondente da BBC em Berlim Jonny Dymond, a coalizão de Merkel com os social-democratas nunca foi a ideal para o CDU-CSU, e uma aliança com o FDP, partido considerado favorável a empresários, é mais lógica, já que as duas siglas possuem maior afinidade ideológica.

Entre as principais reivindicações do FDP está a redução da carga tributária, o que pode ser um desafio para o novo governo, já que a dívida pública está disparando no país.

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