Berlim, 1 dez (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, foi reeleita hoje presidente da União Democrata-Cristã (CDU) com 94,8% dos votos dos mil de delegados reunidos no congresso federal em Stuttgart (sul do país).

Merkel recebeu assim um respaldo mais folgado ainda que em seu anterior reeleição, em 2006, quando alcançou 93% dos votos, e escutou aplausos dos seus colegas após seu discurso de mais de uma hora centrado na crise econômica e financeira.

A chave para solucionar a crise financeira e econômica mundial, disse, passa por instaurar em nível global a economia social de mercado, modelo nascido na Alemanha, acrescentou, que deve "se transformar em nosso melhor produto de exportação".

A líder democrata-cristã afirmou que se há algo que se pôde aprender durante a crise é a não confiar nos autoproclamados analistas e a entender que não podem ser as empresas as que imponham o marco da economia, mas o Estado.

Merkel disse que nestes momentos de crise não se pode seguir o exemplo de experiências anteriores, porque se trata de uma situação sem precedentes. O importante, acrescentou, é se guiar pela razão e, se necessário, atuar contra a corrente.

Com isso, justificou sua decisão de não promover um grande plano de resgate econômico, algo que lhe rendeu críticas na União Européia e inclusive o apelido na imprensa alemã de "Madame Não".

Apesar de descartar uma rápida redução de impostos, ressaltou que a Alemanha e seu Governo "estão abertos" a "todas as opções" para enfrentar a crise financeira.

Uma rápida baixa agora dos impostos seria "irresponsável" perante o contribuinte "de hoje e de amanhã", enfatizou Merkel, insistindo em que nestes momentos não é conveniente misturar dois conceitos diferentes, o de ajudar a conjuntura e o de empreender uma reforma estrutural.

Merkel assumiu a Presidência da CDU em 2000, como sucessora de Wolfgang Schäuble, e foi reeleita para o cargo nos congressos de 2002, 2004 e 2006. EFE gc-ih/jp

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