Chancelaria russa recebe cessar-fogo com assinatura de Saakashvili

Moscou, 16 ago (EFE).- A Chancelaria russa afirmou hoje ter recebido uma cópia do documento do plano de regra do conflito na Geórgia com a assinatura do presidente georgiano, Mikhail Saakashvili.

EFE |

"Recebemos uma cópia do acordo. Traz a assinatura de Saakashvili.

A parte americana nos enviou por fax", informou um porta-voz do Ministério de Exteriores russo à agência "Interfax".

A Chancelaria acrescentou que o documento é "análogo" ao assinado na quinta-feira no Kremlin pelos líderes separatistas da Ossétia do Sul, Eduard Kokoiti, e abkhaze, Serguei Bagapsh.

O Kremlin informou ontem que a Rússia não colocoria sua assinatura no plano europeu - na qualidade de mediador, junto à União Européia (UE) e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (Osce) -, até que a parte georgiana não o fizesse.

O plano de regra patrocinado pela Presidência francesa da UE inclui o cessar-fogo, a renúncia ao uso da força e o livre acesso à ajuda humanitária, assim como o retorno das Forças Armadas da Geórgia a seu lugar habitual.

Além disso, as tropas russas serão retiradas para a linha que existia antes da explosão do conflito, embora poderão tomar medidas de segurança adicionais até a criação dos correspondentes mecanismos internacionais.

Por último, será iniciado um debate internacional para decidir os mecanismos para garantir a segurança de ambas as regiões separatistas georgianas.

Este último ponto levantou interpretações diferentes, pois a Geórgia vê nele a promessa de uma força de paz internacional, enquanto Moscou considera que assim se reconhece a necessidade de buscar um novo status para as regiões separatistas.

"O plano não prevê um novo status político da Abkházia e da Ossétia do Sul, pois seu contexto se baseia nas resoluções do Conselho de Segurança da ONU que reconhecem a integridade territorial da Geórgia", que formalmente a Rússia também aceita, disse Rice.

Em qualquer caso, o presidente russo, Dmitri Medvedev, assegurou na véspera que "depois do ocorrido, dificilmente ossetas e abkhazes poderão viver em um mesmo estado com os georgianos".EFE io/ma

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