Chancelaria russa acusa Rice de ignorar fatos no conflito com a Geórgia

Moscou, 19 set (EFE).- A Chancelaria russa acusou hoje a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, de ignorar fatos marcantes no conflito entre Rússia e Geórgia pelo controle da separatista Ossétia do Sul.

EFE |

"Não é a primeira vez que os dirigentes norte-americanos ignoram absurdamente os fatos relacionados com a agressão georgiana contra a Ossétia do Sul", afirma a Chancelaria russa em comunicado.

A nota oficial critica o fato de Rice expressar "pesar" pela morte de vários soldados de paz russos, mas não fazer alusão ao assassinato de centenas de civis da Ossétia por tropas e forças especiais georgianas.

O Ministério de Assuntos Exteriores russo negou que o Kremlin defendesse "interesses geopolíticos" no momento do lançamento da operação de "imposição da paz" na Geórgia, e também arremeteu contra "tentativas de punir" Moscou.

"A suspensão pelos Estados Unidos do acordo bilateral de cooperação nuclear e a politização de assuntos como ingressos na Organização Mundial do Comércio ou na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico são contraproducentes", completou.

A Rússia considera que as relações internacionais e, em particular, com os EUA, se encontram em uma "encruzilhada".

"Não gostamos de que os EUA, em suas afirmações, falem em nome de todo o mundo. Pelo sabemos, esse direito não foi concedido por ninguém", acrescenta o Kremlin.

Em qualquer caso, a Chancelaria insiste no fato de que a Rússia está disposta a cooperar de "todas as formas" na luta contra o terrorismo, o extremismo e a proliferação de armas de destruição em massa.

"A Rússia não tem intenção de cair na retórica e se deixar levar pelo confronto. Vamos olhar para o futuro, e o mesmo esperamos da parte americana. Estamos interessados em promover contatos bilaterais, incluindo em nível civil".

No entanto, o Ministério de Exteriores russo adverte que "quando a secretária de Estado (Rice) fala dos planos dos EUA de assistir juízes russos, isso é um apelo para uma interferência em nosso sistema judiciário".

"Esperamos que seja compreendido por todos que isso é inaceitável", conclui a Chancelaria. EFE io/fr

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