Chancelaria hondurenha não quer países da Alba na missão da OEA

Tegucigalpa, 6 ago (EFE).- A nova vice-ministra das Relações Exteriores hondurenha, Martha Alvarado, disse que os países da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) estão desqualificados para ser parte de uma missão de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Honduras.

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Alvarado esclareceu, entretanto, que ainda desconhece "a lista" dos nomes que farão parte desta missão, que estará em Honduras "o mais rápido possível", segundo a OEA.

A vice-ministra argumentou que "parte do problema" que Honduras atravessa após a derrubada do presidente Manuel Zelaya "são os países do Alba", criado por iniciativa do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e integrado, entre outros, por Cuba, Nicarágua, Bolívia e Equador.

Honduras passou a ser membro da Alba em 25 de agosto de 2008, sob o mandato de Zelaya.

"O senhor Chávez tomou posturas abertas contra nosso país, inclusive ameaças de ingerência bélica, insultando nossas Forças Armadas", declarou a vice-chanceler à rádio hondurenha "América".

O Governo de Roberto Micheletti, designado pelo Parlamento como presidente em 28 de junho após a derrubada de Zelaya, rompeu relações com Caracas em julho e ordenou a expulsão de seus diplomatas, embora eles continuem em Tegucigalpa.

A vice-chanceler deu suas declarações depois de o ministro da Presidência hondurenho, Rafael Pineda, ter dito à imprensa que o Governo de Micheletti está aberto a receber a missão da OEA e que espera que seja "imparcial" em relação à crise hondurenha. EFE lam/bba

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