Teerã, 16 jun (EFE).- O Ministério de Assuntos Exteriores do Irã convocou hoje os embaixadores da República Tcheca e do Reino Unido para protestar contra as declarações que a União Europeia (UE) e Londres realizaram sobre as eleições presidenciais iranianas, denunciadas pela oposição como fraudulentas.

Segundo a televisão estatal iraniana, um membro do Governo do país advertiu o representante diplomático tcheco, Josef Havlas, cujo país exerce a Presidência semestral do bloco, que "nem a UE, nem ninguém, tem direito de interferir nos assuntos internos do Irã, (...), menos ainda no que diz respeito às gloriosas eleições".

A Comissão Europeia, órgão executivo da UE, se mostrou "muito preocupada" com a situação vivida atualmente no Irã e pediu ao Governo do país para que "permita as manifestações pacíficas".

Por sua parte, o embaixador do Reino Unido no Irã, Simon Lawrence Gass, foi chamado para ser consultado sobre as declarações do primeiro-ministro do país europeu, Gordon Brown, e de seu ministro de Assuntos Exteriores, David Miliband.

Brown afirmou que "o Irã deve esclarecer as questões sobre o pleito", enquanto que Miliband expressou "sérias dúvidas" sobre o desenvolvimento do processo eleitoral iraniano.

Milhares de eleitores do líder da oposição iraniana, Mir Hussein Moussavi, voltaram hoje às ruas iranianas apesar das advertências das autoridades para exigir a repetição de eleições que consideram como fraudulentas.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, foi reeleito com quase 64% dos votos, praticamente o dobro do obtido por Moussavi. EFE jm/bba

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