Champanhe sofre impacto da crise, sobretudo nos Estados Unidos

O champanhe, maior símbolo da gastronomia francesa no mundo, sofreu o impacto da crise mundial em 2008, principalmente nos Estados Unidos, onde as vendas caíram mais de 17%, segundo números publicados nesta segunda-feira.

AFP |

Após duas décadas de crescimento médio anual superior a 2%, a festa acabou em 2008, segundo os dados do Comitê interprofissional do vinho de Champanhe (CIVC) para o mês de outubro, que mostraram uma amplificação das tendências constatadas este ano.

Esta baixa nos dez primeiros meses do ano foi registrada tanto na França (-5%), que representa metade do mercado total, como na União Européia (-4,5%) e nos outros países (-5,2%). O mercado americano, o segundo mais importante do mundo, registrou uma queda de 17%.

"Estamos assistindo a uma degradação relativa, mas não se trata realmente de uma queda. Ao contrário, constatamos uma certa resistência em relação à crise mundial", avaliou Daniel Lorson, porta-voz do CIVC. As vendas de 2007 constituíram um recorde absoluto, com 338,7 milhões de garrafas comercializadas em todo o mundo.

Para Lorson, as baixas atuais correspondem mais às "preocupações" dos intermediários, "atentos ao custo da estocagem e aos problemas de crédito", do que a uma verdadeira queda do consumo.

De fato, os mercados emergentes substituíram parcialmente os tradicionais, com crescimentos de dois dígitos.

É o caso da Rússia, que registrou nos nove primeiros meses de 2008 um aumento de 29% de suas vendas, que foram multiplicadas por dois em três anos. As vendas de champanhe também aumentaram muito na China: 44%, contra 30% no ano passado.

Segundo Lorson, os números finais de 2008 dependerão em grande parte das políticas comerciais que serão adotadas pelos maiores distribuidores durante o período de festas.

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