Chade afirma que foi atacado pelo Sudão

O governo chadiano afirmou nesta terça-feira que o Exército sudanês atacou o quartel de Adé, na fronteira entre os dois países.

AFP |

"Como as colunas de mercenários enviados ao território chadiano fracassaram na tentativa de se implantar nos pontos estratégicos, o Exército sudanês entrou em ação nesta manhã, atacando o quartel do exército em Adé, com tropas de terra apoiadas por helicópteros", afirma o comunicado, sem oferecer um balanço dos combates.

"Ao fazer com que seu Exército e meios aéreos interviessem abertamente, Cartum tira a máscara da agressão contra nosso país", acrescentou.

"Esta etapa iniciada pelas autoridades sudanesas tem o mérito de esclarecer as posições para quem ainda tivesse dúvidas sobre a responsabilidade de Cartum nos ataques sucessivos contra o Chade e, em especial, nos combates iniciados no dia 11 do mês em curso", acrescenta o comunicado.

Os insurgentes chadianos, que na semana passada iniciaram uma ofensiva no leste do país, tomando sucesivamente, mas sem ficar muito tempo, Goz Beida, Am-Dam, Biltin, anunciaram nesta terça-feira ter tomado o controle da cidade de Am Zoer (80 km ao nordeste de Abeche), depois de "combates" nos quais capturaram o comandante militar, "um oficial superior".

"Tomamos o controle de Am Zoer depois de violentos combates. Capturamos o comandante da guarnição. É um oficial superior e divulgaremos o nome depois da identificação", disse Ali Guedei, porta-voz da Aliança Nacional, que reúne diversos grupos guerrilheiros.

De acordo com Guedei, os rebeldes deixaram Biltin, 60 km ao oeste, na manhã desta terça-feira.

Na segunda-feira, o ministro das Comunicações chadiano, Mahamat Hissen, afirmou que os insurgentes tentam sair do Chade e entrar no Sudão.

Abeche, a cidade mais importante da região leste do Chade, é a principal área militar. Na zona ficam os helicópteros de combate.

pgf/fp/cn

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