Genebra, 3 out (EFE).- A Organização Européia para a Pesquisa Nuclear (CERN) lançou hoje a rede eletrônica mundial do Grande Colisor de Hádrons (LHC), o superacelerador de partículas desta instituição e que contará com um sistema que combina a capacidade de 140 centros de computação em 33 países.

A rede lançada permitirá aos cientistas analisar a grande quantidade de dados oferecidos pelo LHC.

O lançamento da rede LHC Computing Grid ocorre três semanas depois da experimentação dos primeiros feixes de partículas no anel subterrâneo do superacelerador, com o qual os cientistas pretendem descobrir os mistérios da criação do Universo.

Na rede de computação, um grande número de computadores trabalhará simultaneamente na análise e gestão de mais de 15 milhões de gigabytes de informação por ano.

Estes dados serão produzidos pelas centenas de milhões de colisões subatômicas que acontecerão dentro do LHC por segundo, quando o acelerador começar a funcionar.

Segundo os especialistas do CERN, "a gestão desta informação é uma etapa essencial no processo que permitirá aos cientistas fazer novas descobertas no campo da física".

O responsável do projeto, Ian Bird, disse que o início do sistema de computação mostra o excelente resultado da colaboração do CERN com países de todo o mundo, "sem os quais isso não teria sido possível".

O sistema eletrônico do LHC é baseado em redes de fibra óptica que distribuem a informação do CERN para 11 grandes centros na Europa, América do Norte e Ásia, que depois a enviam aos 140 centros no mundo todo para processamento.

Para ilustrar a magnitude deste sistema, Bird disse que normalmente será possível processar 250 mil trabalhos diários.

Cada trabalho, explicou, pode significar cálculos que duram várias horas ou dias em um processador avançado. EFE is/an

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.