Cern desmente problemas de segurança em acelerador de partículas

Genebra, 10 mar (EFE).- As atividades do acelerador de partículas do Laboratório Europeu de Física Nuclear (Cern), que voltou a ser ligado há 12 dias, transcorrem sem inconvenientes, afirmou hoje o porta-voz James Gillies, que desmentiu qualquer problema de segurança.

EFE |

"Sabemos que o acelerador é perfeitamente seguro para operar com a energia prevista para os próximos dois anos", assegurou Gillies em declarações à Agência Efe.

"Começamos o ciclo de funcionamento mais longo do LHC", destacou.

Espera-se que daqui a duas semanas o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) atinja a energia necessária para começar as colisões de prótons em um túnel circular de 27 quilômetros construído a 100 metros abaixo da terra.

Quando a energia de sete teraeletronvolts (TeV) tiver sido alcançada, o acelerador se manterá funcionando a essa potência entre 18 e 24 meses, "o que oferecerá um grande potencial para novas descobertas", afirmou o porta-voz.

Gillies explicou que o desligamento do acelerador, que está previsto para depois desse período, responde em primeiro lugar ao modo de funcionamento de todos os aceleradores que o CERN construiu e que "tradicionalmente funcionaram entre sete e oito meses, para depois serem desligados entre quatro e cinco meses".

"Desligá-lo não é nada de novo", esclareceu, frente às versões de que os motivos dessa pausa seriam novas preocupações com segurança.

Para o LHC, se decidiu "por bom senso" prolongar tanto os períodos em atividade como de desligamento (entre oito e dez meses).

Segundo o porta-voz, "o objetivo do (primeiro) desligamento será preparar a máquina para que funcione com sua mais alta energia", de 14 TeV.

"Sabemos que podemos fazer o acelerador funcionar agora e de maneira totalmente segura com metade da energia para o qual foi criado", explicou.

No entanto, apontou que os cientistas do CERN são conscientes de que existem "problemas com algumas das conexões elétricas", e que por isso haverá revisões gerais antes que o sistema alcance sua energia máxima, o que deve acontecer em 2013.

"Se queremos fazer o acelerador funcionar sem riscos de danos, temos que fazer algumas remodelações", declarou Gillies.

O LHC teve problemas em algumas de suas conexões em 2008, a poucos dias de começar a funcionar pela primeira vez, o que levou ao seu desligamento durante 14 meses e a gastos de mais de 20 milhões de euros.

Leia mais sobre: CERN

    Leia tudo sobre: física

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG