Cerimônia na Igreja da Candelária homenageia vítimas do avião

Rio de Janeiro, 4 jun (EFE).- O Rio de Janeiro, cidade de onde partiu o avião que se acidentou no Oceano Atlântico, foi palco hoje de uma emocionada homenagem às 228 vítimas do acidente, em cerimônia ecumênica na Igreja da Candelária.

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O ato contou com a presença de familiares e amigos das vítimas, além do ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, e do chanceler Celso Amorim, representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"A dor é a mesma de um lado e de outro do Atlântico", disse Kouchner, que chegou nesta quinta-feira para participar da cerimônia e voltará à França ainda hoje.

Amorim ressaltou a "dor partilhada" entre os dois países de onde era a maioria das vítimas.

O chanceler brasileiro lembrou também a "histórica relação" que une as comunidades francesa e brasileira, que este ano celebram justamente o Ano da França no Brasil com uma série de atos culturais e festivos.

O discurso mais emocionado foi a do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que acabou com a voz embargada a leitura de uma carta escrita em lembrança a seu chefe de gabinete, Marcelo Parente, que viajava junto com a esposa no avião acidentado.

A missa, celebrada pelo bispo auxiliar do Rio de Janeira, Antonio Dias Duarte, contou com a presença de representantes de outros credos religiosos, assim como em outro ato semelhante realizado na Catedral Notre Dame de Paris, com a presença do presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Na catedral parisiense, foram acesas 228 velas em memória das vítimas, enquanto, na cerimônia no Rio de Janeiro, uma coroa de flores brancas lembrava os passageiros e tripulantes do avião acidentado, cujos corpos não puderam ser resgatados, apesar dos trabalhos de busca realizados desde segunda-feira.

A cerimônia, além de parentes e amigos, teve a presença também de uma ampla representação da companhia aérea Air France no Brasil, assim como vários membros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O arcebispo do Rio de Janeiro, Orani João Tempesta, convidou todos a participarem de outra missa que acontecerá amanhã à tarde para homenagear novamente as vítimas do voo AF447 e na qual Lula poderia estar presente. EFE edv/an

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