Cientistas de vários países descobriram sete novas variantes genéticas que sugerem que a obesidade é, em grande parte, um problema da mente. Dois estudos internacionais, publicados na revista Nature Genetics estudaram amostras de DNA, procurando pequenas mudanças genéticas.

Todas as sete variantes foram descobertas pelo estudo liderado pela companhia islandesa deCODE Genetics, enquanto seis das sete variantes também foram identificadas em um estudo independente, de uma equipe internacional chamada consórcio Giant.

Os pesquisadores analisaram amostras de DNA de milhares de pessoas para avaliar o impacto das pequenas mudanças genéticas.

Cada uma das variantes identificadas tinha pequeno impacto na obesidade, mas uma pessoa que apresentava todas as variantes era tipicamente acima da média de peso, entre 1,5 e 2 quilos.

Muitas das sete variantes parecem ser ativas no cérebro. Isto sugere que o cérebro tem um papel dominante no controle do apetite e os problemas metabólicos não podem ser totalmente responsáveis pela obesidade.

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Estima-se que cerca de 70% da variação do índice de massa corporal - uma medida da obesidade baseada na altura e peso - deve-se à genética, ao invés de fatores ambientais.

"Isto sugere que, enquanto trabalhamos para desenvolver melhores formas de combater a obesidade, precisamos nos concentrar na regulação do apetite tanto quanto nos fatores metabólicos, como o corpo usa e guarda energia", afirmou Kari Stefansson, presidente da deCODE Genetics.

Para o professor Peter Weissberg, da Fundação Cardíaca Britânica, a pesquisa "acrescenta às provas já existentes que algumas pessoas correm risco maior de ficarem obesas devido aos seus genes".

"(A pesquisa) sugere que algumas pessoas podem ser menos capazes de resistir à tentação de comer demais devido à sua herança genética e isto pode começar a explicar a razão de algumas pessoas não apresentarem problemas para manter o peso baixo enquanto outras lutam com isso", afirmou.

"Mas, isto não pode ser a explicação para a atual epidemia de obesidade, pois estes genes existem há séculos e a epidemia de obesidade é um fenômeno relativamente novo", acrescentou.

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