Cérebro dos atentados de 11 de setembro vai ser julgado por tribunal militar

O suposto cérebro dos atentados de 11 de setembro de 2001, Khalid Cheikh Mohammed, será julgado por um tribunal militar, anunciou nesta terça-feira o Pentágono, que também retirou sem explicações suas acusações contra o 20º suposto terrorista Mohammed al-Qahtani.

AFP |

Susan Crawford, a funcionária do Pentágono encarregada dos processos por crimes de guerra diante dos tribunais militares, ordenou que Cheikh Mohammed e outros quatro acusados compareçam juntos à base americana de Guantánamo, em Cuba. Eles são suspeitos de crimes de guerra, o que pode significar uma condenação à pena de morte.

Os cinco réus serão formalmente acusados no dia 12 de junho

"Cada um dos cinco homens foi denunciado por conspiração, assassinato, atentado contra civis e contra bens civis, por terem causado danos corporais graves, por destruição de propriedade em violação das leis da guerra, por terrorismo e por terem fornecido apoio material a atos terroristas", enumerou o porta-voz do Pentágono, Brian Whitman.

Os outros quatro suspeitos foram identificados como Walid Muhammad Salih Mubarak ben Attash, Ramzi Binalshibh, Ali Abdl Aziz Ali e Mustafa Ahmed Adam al-Hawsawi.

Segundo o Pentágono, Khalid Cheikh Mohammed teria sugerido o conceito dos atentados de 11 de setembro de 2001 a Osama bin Laden já em 1996. Após ter recebido o aval do líder da rede Al-Qaeda, ele teria supervisionado a operação ao treinar os terroristas que participaram do ataque no Afeganistão e no Paquistão.

Os outros réus são acusados de terem treinado ou apoiado os terroristas, e de terem participado da organização dos atentados.

Ao contrário, segundo Bryan Whitman, Susan Crawford não deu explicações sobre a retirada das acusações que pesavam sobre Mohammed al-Qahtani.

As acusações "foram rejeitadas, mas podem ser reintroduzidas a qualquer momento", declarou, sem descartar o posterior indiciamento de Qahtani por promotores de tribunais militares por crimes de guerra. "Isso significa que o governo mantém a opção de indiciar Qahtani separadamente", explicou.

Mohammed al-Qahtani era acusado de ter participado do complô que levou ao desvio de aviões contra as Torres Gêmeas do World Trade Center e o Pentágono, matando 2.973 pessoas.

Ele deveria ter se juntado aos outros 19 terroristas, mas havia sido interceptado no aeroporto internacional de Orlando (Flórida, sudeste) e proibido de entrar no território americano em agosto de 2001.

jm/yw/sd

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG