Cerco ao parlamento muda planos de novo premier taiuanês

(atualiza com escolha de outro lugar para que o premier pronuncie seu discurso político e com declarações) Bangcoc, 30 dez (EFE).- Os detratores do novo Governo da Tailândia cercaram hoje, pelo segundo dia consecutivo, o Parlamento, e obrigaram o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva a buscar outro lugar para expor o programa político do Executivo.

EFE |

Os manifestantes, conhecidos como "camisas vermelhas" pelas cores que vestem, são partidários do ex-premier Thaksin Shinawatra, deposto pelos militares no golpe de Estado de setembro de 2006 e foragido da Justiça tailandesa.

"O Governo tentou expor seu discurso político, mas como os manifestantes o impediram se decidiu que seja no Ministério, o que é legal segundo confirmou o Parlamento", declarou à imprensa o ministro da Informação, Satit Wongnongtaey.

No entanto, o chefe da oposição, Witthaya Buranasiri, disse que os deputados dos partidos opositores ao Governo consideram a opção de boicotar o debate parlamentar, já que a mudança de local "é uma ingerência da Administração nos assuntos da Legislatura".

Antes, em comunicado, o Governo havia reiterado que tentará de novo chegar a uma solução pacífica com os manifestantes para pôr fim ao cerco em torno da sede do legislativo e permitir, assim, que o primeiro-ministro pronuncie seu discurso.

"A política do Governo não contempla o uso da violência", disse Wongnongtaey a um canal estatal de televisão.

O discurso é um requisito estabelecido pela Constituição para que o Governo possa administrar de forma oficial o país, imerso em uma crise política sem precedentes.

A chegada ao poder de Vejjajiva, terceiro primeiro-ministro tailandês em menos de quatro meses, foi vista por muitos analistas como a esperança de pôr fim a meses de crise política, que começou em maio passado.

Vejjajiva foi eleito chefe de Governo em 15 de dezembro e recebeu apoio do influente Prem Tinsulanonda, primeiro conselheiro do rei Bhumibol Adulyadej. EFE tai/rr

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