Aproximadamente 80% do tráfego aéreo europeu deve voltar ao normal nesta quarta-feira, e espera-se que o espaço aéreo seja praticamente 100% restabelecido amanhã, após sete dias de interrupção devido à nuvem de cinza provocada por um vulcão islandês.


A Agência Europeia para a Segurança na Navegação Aérea (Eurocontrol) prevê a decolagem de 22,5 mil dos 28 mil voos registrados em um dia normal na Europa.

Segundo o último boletim da Eurocontrol, permanecem abertos todos os espaços aéreos europeus abaixo dos 20 mil pés e as restrições afetam somente aéreas muito limitadas da Finlândia e da Escócia.

Reuters

Avião decola do aeroproto de Heathrow, em Londres, nesta quarta-feira

Mais de 100 mil voos foram suspensos na Europa desde a quinta-feira passada quando a nuvem vulcânica gerou caos no tráfego aéreo europeu.

O Conselho Europeu de Aeroportos (ACI) estima que esta interrupção tenha provocado perdas de até 250 milhões de euros, confirmou o porta voz Robert O'Meara.

A Associação de Companhias Aéreas Europeias (AEA), por sua vez, calcula que a perda líquida de receita no setor chegará aos 850 milhões de euros na próxima sexta-feira, uma quantidade que soma-se as despesas extraordinárias causadas pela assistência aos passageiros que ficaram em terra.

A AEA apresentará esta noite um relatório a respeito à Comissão Europeia (CE), que trabalha para esclarecer o impacto real que a crise teve.

A porta-voz da Comissão Europeia, Amelia Torres, indicou que por enquanto não há números concretos sobre as perdas e que o órgão executivo da UE não recebeu até agora nenhuma solicitação de autorização por parte dos Estados-membros para conceder ajuda às companhias aéreas afetadas.

A CE adiantou esta segunda-feira que está disposta a considerar este tipo de apoios sempre que se respeitem às normas comunitárias da concorrência e se destinem a compensar as perdas derivadas da crise provocada pela nuvem vulcânica e não a reestruturar companhias que já se encontravam em uma situação delicada antes da quinta-feira passada.

Os países também não poderão justificar a concessão de ajudas pelas despesas extraordinárias que as companhias tenham tido por causa da realocação e da assistência aos passageiros, explicou a porta-voz comunitária de Transporte Helen Kearns.

Em matéria de direitos de passageiros, a Comissão insiste que os afetados podem escolher entre a devolução do dinheiro da passagem na íntegra ou continuar com a viagem. Caso sigam viagem, a companhia aérea custeará o transporte alternativo para chegar ao destino, assim como as despesas de hotel e alimentação durante os dias de espera.

A agência de Defesa Civil islandesa informou hoje que o vulcão subterrâneo da geleira Eyjafjallajökull, ao sul da Islândia, continuará expulsando cinzas nos próximos dias, mas menos que antes.

Com EFE

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