Cerca de 500 birmaneses pedem libertação de Suu Kyi

BANGCOC - Cerca de 500 birmaneses pediram nesta terça-feira a libertação da Nobel da Paz e líder do movimento democrático de Mianmar (antiga Birmânia), Aung San Suu Kyi, diante do presídio de Insein, onde acontecia a segunda audiência do julgamento contra ela por violar os termos de sua prisão domiciliar.

EFE |

O grupo, formado por membros da Liga Nacional pela Democracia (LND), partido de Suu Kyi e o único que resiste à pressão da Junta Militar, desafiou os estritos controles montados pelas forças de segurança.


Policiais fazem barricada contra protesto em Mianmar / AP

Os manifestantes, a maioria deles jovens, eram liderados pelo veterano político Win Tin, membro do comitê central da LND, e pela ativista Naw Ohm Hla.

Outros partidários da líder birmanesa, em vez de ir a Insein, preferiram ficar na cidade de Yangun e rezar por Suu Kyi no pagode de Shwedagon, um dos mais venerados de Mianmar e que o movimento democrático tomou como lugar emblemático em sua luta contra o regime militar.

Briga na Justiça

A segunda audiência do julgamento presidido por juízes militares contra Suu Kyi, de 63 anos, começou após as 10h (0h30 de Brasília) e a sessão foi suspensa cerca de quatro horas depois. Como na véspera, foi proibida a presença da imprensa e do público, embora diplomatas tenham solicitado a permissão.

Junto com a Nobel da Paz de 1991, são acusadas as duas mulheres que cuidam dela, mãe e filha, e o americano John William Yettaw.

O americano, de 53 anos, teria entrado na casa de Suu Kyi em 3 de maio, apesar das fortes medidas de segurança, e foi detido dois dias depois quando saiu da residência da opositora.

As autoridades acusaram Suu Kyi de ter violado os termos da prisão domiciliar que cumpria desde 2003 e que terminaria no próximo dia 27.

A ONU, governos e organizações de todo o mundo condenaram a detenção e este julgamento, no qual Suu Kyi pode ser sentenciada a até cinco anos de prisão.

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