Cerca de 50 franceses continuam desaparecidos no Haiti

Paris, 13 jan (EFE).- Aproximadamente 50 franceses estão desaparecidos em regiões destruídas pelo forte terremoto que sacudiu o Haiti na noite desta terça-feira, informou hoje o ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner.

EFE |

Segundo Kouchner, os locais das buscas pelos franceses são "muito perigosos" ou "ficaram parcialmente destruídos".

Em uma entrevista coletiva centrada exclusivamente na catástrofe haitiana, o ministro relatou que há ao redor de 200 cidadãos franceses localizados e reunidos junto à Embaixada da França em Porto Príncipe.

Kouchner disse também que "há esperanças de encontrar sobreviventes entre os escombros".

O chanceler não quis dar números sobre as vítimas da tragédia, mas comentou que o número é "considerável", levando em conta que uma parte da capital haitiana ficou totalmente destruída pelo tremor.

O poderoso terremoto aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti. O primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, cifrou hoje em "centenas de milhares" o número de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 11 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE pi/bba

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