Cerca de 5 milhões de pessoas perderam seu lares em terremoto na China

PEQUIM - Cerca de 5 milhões de pessoas perderam suas casas no terremoto que assolou o sudoeste da China na última segunda-feira, segundo dados oficiais.

EFE |

Cinco dias depois do terremoto, o escritório de resposta de emergência do Conselho de Estado (Executivo) cifra o número de mortos em 22.069 mortos, com possibilidade de superar os 50 mil, em razão das vítimas que continuam soterradas.

O presidente da China, Hu Jintao, que está na região devastada, encorajou hoje as equipes de resgate militares e os voluntários civis a lutar contra o tempo para salvar vidas.

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Mulher chora nos escombros da escola onde sua filha estava

Mesmo que as chances de encontrar sobreviventes sob os escombros diminuam com o passar do tempo, os esforços não devem cessar, "pois é a prioridade de nosso trabalho", disse Hu, segundo a agência oficial "Xinhua".

"Os trabalhos de resgate entraram na fase mais crucial e devemos fazer todos os esforços, lutar contra o tempo e superar todas as dificuldades", acrescentou o governante chinês, que desenvolve uma incessante atividade de visitas a hospitais e vítimas para afirmar que o Governo não abandonará a população local.

Os meios de comunicação e a emissora "CFTV" destacaram hoje novamente os esforços de todo o país, e destacaram as ofertas de ajuda humanitária que chegam de todo o mundo, que já superam os US$ 454 milhões.

O terremoto de segunda-feira, de 7,8 graus na escala Richter, é o pior registrado na China em 32 anos.

Novos tremores

Novos tremores secundários foram registrados nesta sexta-feira na China, próximo do epicentro do terremoto de 7,8 graus ocorrido na segunda-feira. O mais recente tremor de terra causou deslizamentos, que soterraram veículos e perturbaram os trabalhos de resgate, informou a agência de notícias estatal Xinhua.

Até a madrugada desta sexta-feira, a região de Sichuan já sofreu pelo menos 122 tremores secundários que atingiram mais de quatro graus, sendo que um deles marcou 5,9 na escala Richter.

Os prejuízos estimados no desastre já passam de US$ 20 bilhões. Até agora, mais de 22 mil mortes foram confirmadas, mas acredita-se que o número pode chegar a 50 mil.

O presidente chinês, Hu Jintao, visitou nesta sexta-feira o vilarejo de Mianyang, no condado de Wenchuan. A área é a mais atingida pelo terremoto, que é considerado "a pior catástrofe natural" da China.

(*Com informações da agência AFP e da BBC Brasil)

Clique na imagem e veja o infográfico sobre o terremoto na China

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