Cerca de 40 rebeldes ruandeses são mortos em ataque

Kinshasa, 13 fev (EFE).- Cerca de 40 milicianos das rebeldes Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda (FDLR) morreram em um ataque aéreo da coalizão integrada pelas Forças Armadas Congolesa (FARDC) e pelas Forças de Defesa Ruandesas (FDR), informaram hoje fontes militar.

EFE |

Segundo um comunicado do Estado-Maior das operações conjuntas, o ataque aconteceu ontem, quinta-feira, contra posições das FDLR, que se negam a se render, nas regiões de Masisi e Walikale da província de Kivu Norte, no nordeste da República Democrática do Congo (RDC).

A Missão das Nações Unidas na RDC (Monuc) confirmou o ataque aéreo congolês-ruandês, assinalando também que os rebeldes das FDLR dispararam contra um avião da organização que sobrevoava a região em missão de reconhecimento.

As operações militares conjuntas de RDC e Ruanda começaram no dia 20 de janeiro com o objetivo de desarmar os insurgentes das FDLR e sentar as bases de uma paz duradoura no oriente congolês.

As FDLR são compostas por soldados do antigo Exército ruandês e membros da milícia ruandesa Interahamwe, responsáveis pelo genocídio de 1994 em Ruanda - no qual morreram cerca de um milhão de tutsis e elementos moderados da etnia hutu - e que fugiram depois para o leste do, então, Zaire.

A coalizão militar congolesa-ruandesa tomou no último dia 2 o controle da localidade de Munzenze, considerada como a principal base dos rebeldes ruandeses.

Com cerca de 6.500 soldados, as FDLR são acusadas pelas autoridades de Kinshasa do saque dos recursos do nordeste da RDC e de massacrar os povoados civis da área. O Governo de Kigali os acusa de atravessar a fronteira e fomentar atos de desestabilização em território ruandês.

Centenas de ex-rebeldes das FDLR depuseram as armas e se entregaram à coalizão para serem repatriados voluntariamente a Ruanda com a assistência da Monuc. EFE py-st/ma

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