Cerca de 40 pessoas não querem abandonar Chaitén por causa de vulcão

Santiago do Chile, 20 fev (EFE).- Cerca de 40 moradores de Chaitén não querem abandonar suas casas apesar da reativação do vulcão homônimo, que fica a cerca de 1.

EFE |

200 quilômetros de Santiago, que ontem obrigou as autoridades a qualificarem a região como de "alto perigo", informaram hoje fontes oficiais.

O ministro do Interior interino, Patrício Rosende, criticou a "irracionalidade impressionante" dos habitantes que se negam a evacuar a localidade, e anunciou que o Governo está estudando medidas legais para forçar sua mudança para uma região segura.

"Caso seja necessário tirá-los por meio da força perante uma eventualidade de um evento maior, não vamos retroceder em fazer isto", concluiu o subsecretário do Interior.

O vulcão Chaitén retomou ontem sua atividade e registrou duas explosões, acompanhadas de tremores, intenso barulho subterrâneo e uma coluna de fumaça e cinzas.

No dia 2 de maio de 2008, o Chaitén despertou de uma letargia de quase 10 mil anos e entrou em atividade, o que obrigou a uma evacuação total, e em alguns casos pela força, dos moradores que viviam nas proximidades do vulcão.

Os moradores de Chaitén foram transferidos para localidades próximas, como Castro, Osorno e Puerto Montt, mas nas últimas semanas um grupo de 250 moradores voltou para suas casas, apesar das mesmas ficarem praticamente destruídas pela chuva de cinzas e pela água e o lodo de um rio próximo que transbordou por causa da erupção.

O Governo anunciou no dia 29 de janeiro que não investiria dinheiro na reconstrução do povoado, pois o transferirá para outra localização, medida que desagradou uma parte dos 4 mil habitantes.

EFE gs/fal

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