Cerca de 30% das mulheres que denunciam maus-tratos na Espanha são imigrantes

Almería (Espanha), 20 jun (EFE).- Cerca de um terço das mulheres que denunciaram ter sido vítimas de maus-tratos na Espanha em 2007 (29,4%) eram imigrantes, disse hoje a secretária de Estado de Imigração e Emigração da Espanha, Consuelo Rumí.

EFE |

Durante a inauguração de um seminário sobre a violência doméstica e imigração, Rumí enfatizou que este fenômeno sofreu um aumento considerado sensível entre as mulheres de origem estrangeira.

Destacou que esta porcentagem de 29,4% de mulheres imigrantes que durante o ano passado denunciaram maus-tratos contrasta com o da população total de estrangeiros na Espanha, que seria de 9,2%.

Rumí afirmou que o Governo não pode "ignorar" a realidade destas mulheres, o que lhe fará atuar de forma prioritária para erradicar a discriminação e a "praga" da violência machista.

Entre as "grandes" atuações neste âmbito mencionou a iniciativa do Plano de Sensibilização e Prevenção da Violência de Gênero ou do Plano Estratégico de Cidadania e Imigração.

Estas duas ferramentas incorporam medidas específicas de intervenção ao lidar com vítimas de maus-tratos de origem estrangeira, centradas em sua assessoria e formação, aspectos que se estendem também aos profissionais que trabalham neste campo.

Apontou que entre 2005 e 2007 as regiões espanholas receberam 1,25 milhão de euros para trabalhar especificamente contra a violência de gênero, além de prepararem uma iniciativa para traduzir para diferentes idiomas folhetos informativos relacionados a esta "realidade intolerável". EFE rrl/bm/fal

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