Cerca de 220 mil deslocados filipinos passam a ter ajuda alimentícia da ONU

Manila, 22 ago (EFE).- O Programa Mundial de Alimentos (PMA), da ONU, anunciou hoje que ampliou para 220 mil o número de deslocados atendidos por seus trabalhos de assistência na ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, por culpa das incursões da separatista Frente Moura de Libertação Islâmica (FMLI) e aos confrontos com o Exército.

EFE |

O PMA indicou, mediante comunicado de imprensa, que gastará US$ 207 mil para proporcionar arroz, alimento básico dos filipinos, durante um mês para outras 60 mil pessoas, que se somam às 160 mil que começaram a ser atendidas no último dia 11.

"O arroz para os (novos) deslocados saiu hoje do armazém do PMA em Cotabato, Mindanao. O número de vítimas vulneráveis dos combates não pára de crescer, e esperamos que voltem a paz e a estabilidade", expressou o diretor do PMA para as Filipinas, Stephen Anderson.

Cerca de dez membros do FMLI morreram hoje em confrontos com as tropas governamentais, um dia depois de a organização muçulmana ter rejeitado renegociar com o Governo o tema das "terras ancestrais", que trata dos limites da nova autonomia e suas características.

Os enfrentamentos ocorreram em sete cidades da província de Maguindanao, onde, no total, 26 rebeldes e dois soldados morreram nos últimos três dias.

A Anistia Internacional (AI) alertou hoje o Governo para o perigo de continuar com a formação de milícias de civis para enfrentar rebeldes muçulmanos.

O Exército persegue Umbra Kato e Abdurahman Macapaar, os dois comandantes rebeldes que lideraram o recente massacre de dezenas de civis em Lanao do Norte e Cotabato do Norte, e cujas capturas são condição imposta pelo Governo para voltar à mesa de negociações.

Fundado em 1984, o FMLI é a maior organização separatista das Filipinas, com mais de 12 mil militantes. EFE mgs/fr

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