Gaza, 26 set (EFE).- Cerca de 20 palestinos foram feridos hoje por causa de tiros de soldados do Exército israelense na Faixa de Gaza, durante o enterro de três milicianos da Jihad Islâmica que morreram na sexta-feira à noite, em um bombardeio da aviação israelense.

Dezessete pessoas foram levadas ao hospital com ferimentos de bala e três delas se encontram em situação grave, informou, em comunicado, o chefe dos serviços de emergência em Gaza, Muawiya Hassanein.

Centenas de palestinos foram hoje ao cemitério de Gaza capital, no leste da cidade, para assistir ao enterro dos três milicianos das Brigadas de Jerusalém - braço armado da Jihad Islâmica - que morreram ontem quando estavam num veículo sobre o qual a aviação israelense lançou um míssil.

Os acompanhantes levaram ao cemitério os corpos envolvidos em bandeiras pretas da Jihad Islâmica, e em meio a cantos e gritos que pediam vingança pelas mortes e defendiam a destruição do Estado de Israel.

Vários dos milicianos que participaram do sepultamento deram tiros para o alto.

"A ocupação israelense utilizou o reinício dos encontros políticos com a Autoridade Nacional Palestina para cometer novos crimes contra o povo palestino", afirmou hoje a Jihad Islâmica, em comunicado que faz referência ao encontro esta semana em Nova York do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e do presidente palestino, Mahmoud Abbas.

Fawzi Barhoum, porta-voz do movimento islâmico Hamas, que governa de fato em Gaza, disse ontem à imprensa que a Jihad Islâmica "pode ensinar ao inimigo (Israel) uma lição que não esquecerá jamais".

O Exército israelense, por enquanto, não confirmou nem negou que seus soldados tenham atirado contra os participantes do funeral. EFE sar-aca/an

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