Cepal diz que 25% das jovens da A. Latina são mães antes de 20 anos

Santiago do Chile, 30 out (EFE) - A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) divulgou hoje um relatório em Santiago no qual afirma que uma em quatro jovens latino-americanas é mãe antes dos 20 anos, o que ajuda a perpetuar o círculo vicioso da exclusão, da pobreza e da desigualdade.

EFE |

Segundo o estudo "Juventude e coesão social na região ibero-americana: um modelo para armar", apesar da taxa de fecundidade geral na região (2,37%) ser até menor que a global (2,55%), a maternidade entre jovens de 15 a 19 anos (76,2%) é maior que a global (52,6%) e continua crescendo.

O estudo foi apresentado também na 18ª Cúpula Ibero-Americana que é realizada em El Salvador.

"As principais causas seriam os insuficientes programas de educação sexual e a falta de políticas públicas de saúde sexual e reprodutiva para responder à cada vez mais adiantada iniciação sexual dos jovens", explicou a Cepal e a Organização Ibero-americana de Juventude (OIJ).

Ele explicou que, em todo o mundo, os adolescentes começam a vida sexual cada vez mais cedo, "mas a grande diferença é que nos países desenvolvidos a atividade sexual na adolescência se inicia e depois continua sob condições de proteção anticoncepcional".

Pelo contrário, na América Latina, "a difusão do uso de anticoncepcionais se inicia quando as jovens têm seu primeiro filho", precisou o relatório.

A grande maioria dos jovens nos oito países analisados (Bolívia, Brasil, Colômbia, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Peru e a República Dominicana) tem o começo da vida sexual sem qualquer proteção.

Apenas na Colômbia e no Brasil, a maioria das adolescentes começou a usar anticoncepcionais antes de ter filhos.

Por causa disso, a Cepal pediu aos Governos que criem programas preventivos especiais para adolescentes, que requerem um tratamento diferente do recebido pelas mulheres adultas.

A grande maioria das mães adolescentes "é pobre, de pouca educação", explicou o organismo regional.

"A gravidez precoce tende a levá-las a abandonar os estudos, dificultando sua inserção no mercado de trabalho, exacerbando as desigualdades de gênero e potencializando o círculo vicioso da pobreza", concluiu o relatório. EFE pg/rb/db

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